Bairro de luxo em SP foi inspirado em filme de diretor famoso

Concebido em 1973, local se tornou o maior reduto de condomínios do Brasil

Extenso e confundido com uma cidade por alguns, Alphaville fica em Santana de Parnaíba, a cerca de uma hora da Capital

Extenso e confundido com uma cidade por alguns, Alphaville fica em Santana de Parnaíba, a cerca de uma hora da Capital | Marinelson Almeida/Wikimedia Commons

Um dos bairros mais luxuosos de São Paulo e moradia para muitas celebridades, Alphaville foi batizado com o nome de um filme de um diretor icônico no mundo do cinema: o francês Jean-Luc Godard.

Com um currículo extenso de clássicos cinematográficos, o diretor influenciou muitos companheiros de profissão em novas obras e acabou inspirando também empreendedores influentes no mercado imobiliário de luxo no Brasil.

Extenso e confundido com uma cidade por alguns, Alphaville fica em Santana de Parnaíba, a cerca de uma hora da Capital.

Surgimento de Alphaville

Alphaville foi concebido em 1973, pelos engenheiros Renato Albuquerque e Yojiro Takaoke, inspirado no filme também chamado “Alphaville”, sob a direção de Godard. O longa é de 1965.

Quem sugeriu o nome foi José Almeida Pinto, sócio de um dos arquitetos que trabalharam no projeto urbanístico do local.

Lar dos famosos

O local é famoso por ser a moradia de alguns famosos, como Luan Santana e Simone Mendes, sucessos do sertanejo. Datena e Eliana, destaques da comunicação, são outros dois exemplos de famosos que residem por lá.

Condomínios de destaque

Após quase 50 anos de seu surgimento e com uma expansão cada vez maior, Alphaville se tornou o maior reduto de condomínios do Brasil, com uma região dividida entre 13 residenciais e subdistrito empresarial.

Para morar na região, contudo, é necessário abrir o bolso e ter um grande poder financeiro, pois o preço médio de uma casa por lá está na casa dos R$ 5 milhões.

Já o maior bairro da Capital, Grajaú, é destaque com uma ilha anexa e por “respirar” arte.

Detalhes do filme Alphaville

O filme clássico de Godard relata uma distopia sobre uma cidade futurista, chamada de Alphaville. A arquitetura é modernista, com ênfase em escadarias de concreto e prédios quadrados. Há também uma organização informatizada (pelo computador Alpha 60) para que seus habitantes não tenham sentimentos.

Tudo muda quando o detetive (interpretado por Eddie Constantine) tenta forçar o cientista criador do computador a destruir a máquina, solicitando a ajuda da filha dele (Anna Karina).

A obra faz a cidade se assemelhar com o que seria uma “cidade do futuro”. Este termo inclusive estava em alta com a fundação da capital nacional, Brasília.

Com os habitantes de Alphaville (em São Paulo) sendo mais ricos e vivendo fechados em condomínios de luxo, a socialização tende a ser mais rara do que em outros bairros, podendo condizer com a cidade sem sentimentos relatada no filme.