‘É revoltante vê-lo no caixão’, diz secretário da SSP no enterro de Ruy Fontes

Policial foi executado na noite desta segunda-feira (15/9) em uma emboscada em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo

Corpo de Ruy Ferraz Fontes foi transladado da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para o Cemitério da Paz, na região do Morumbi

Corpo de Ruy Ferraz Fontes foi transladado da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para o Cemitério da Paz, na região do Morumbi | Reprodução

O corpo do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes foi velado na manhã desta terça-feira (15/9), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sob forte esquema de segurança e comoção.

O cortejo, com várias viaturas com sirenes acionadas, carro do Corpo de Bombeiros e helicóptero, seguiu às 15h para o Cemitério da Paz, na região do Morumbi, zona sul da capital paulista, onde foi enterrado por volta das 17h20.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Guilherme Derrite, durante coletiva de imprensa no velório do ex-delegado-geral, lamentou o atentado e disse que, além de ser delegado, todos o conheciam pela trajetória de combate duro ao crime organizado.

“Vê-lo no caixão é revoltante. Vamos dar a resposta devida ao crime covarde cometido contra ele”, disse. 

O policial foi executado na noite desta segunda-feira (15/9) em uma emboscada em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. 

Ruy Fontes teve sua trajetória profissional marcada pelo combate ao crime organizado no estado de São Paulo, especialmente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Ele tinha mais de 40 anos de carreira na Polícia Civil de São Paulo, da qual estava licenciado, e era considerado inimigo do PCC

Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia mostram o momento em que o carro do ex-delegado é perseguido por outro veículo em alta velocidade.

Após colidir com um ônibus e tombar, Ruy é alcançado, e os ocupantes do carro perseguidor descem e disparam aproximadamente 20 tiros contra ele.