O mercado de blindagem automotiva registrou crescimento em 2024 e mantém tendência de alta. Nos primeiros seis meses de 2024, 22.425 veículos receberam proteção especial, o que representa um aumento de 11,5% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).
O avanço reflete a preocupação com a segurança nas ruas, mesmo em regiões onde os índices de roubo de carros caíram.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), na capital paulista, por exemplo, o número de automóveis roubados diminuiu cerca de 10%, passando de 6.167 no primeiro semestre de 2024 para 5.542 no mesmo período de 2025.
A procura por blindagem, no entanto, continua alta. O estado de São Paulo concentra a maior frota de carros blindados do País, com cerca de 19 mil unidades, seguido pelo Rio de Janeiro e Ceará.
Sem restrições
A blindagem deixou de ser exclusividade de veículos de luxo e se tornou uma alternativa viável também para modelos mais simples.
Entre os carros usados mais procurados estão Toyota Corolla e Hilux, seguidos pelo Jeep Compass, com preços médios em torno de R$ 250 mil na plataforma OLX.
O custo do serviço depende da estrutura do veículo e não da marca, variando entre R$ 70 mil e R$ 120 mil para a instalação da barreira de nível III-A, a mais alta permitida para uso civil.
Esse tipo de blindagem é capaz de resistir a disparos de revólveres e pistolas, armas de fogo mais comuns em assaltos urbanos.
Recentemente, a primeira fábrica de blindagem para carros elétricos foi inaugurada no Brasil.
O serviço é regulamentado pelas Forças Armadas, já que os materiais utilizados se enquadram como produtos controlados pelo Exército.
No Brasil, algumas das empresas líderes do setor blindam entre 550 e 600 veículos por mês, com prazo médio de 22 dias úteis para entrega, contados a partir da liberação pelo Exército.
O setor também atrai serviços inovadores, como aplicativos de transporte com frota totalmente blindada, atendendo regiões centrais e bairros nobres das grandes cidades.
A Abrablin estima que a frota de veículos blindados chegue a 425 mil unidades em meio a uma frota nacional de 63 milhões. Apesar de limitada a uma parcela da população, a blindagem reflete a busca por soluções para a insegurança urbana.
