Bebida com metanol: veja como denunciar locais suspeitos em SP

Procon-SP lançou atalho para denúncias de bebidas suspeitas de adulteração

Entre os eixos estruturantes estão ações de fiscalização integrada

Investigações ocorrem sobre casos recentes de intoxicação e mortes registradas capital paulista e na Grande São Paulo | Pablo Jacob/Governo de SP

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) lançou um atalho em seu site para denúncias de bebidas suspeitas de adulteração, em meio às investigações sobre casos recentes de intoxicação e mortes registradas na capital paulista e na Grande São Paulo.

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Após determinação de notificação imediata pelo Ministério da Saúde, o número de suspeitas de intoxicação por metanol chegou a 43 casos no País, sendo 39 em São Paulo e quatro casos em Pernambuco.

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A Prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, investiga mais uma morte por suspeita de intoxicação por metanol. No Estado, são pelo menos seis mortes por intoxicação.

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As Vigilâncias Sanitárias de São Paulo com a Polícia Civil também interditaram nesta terça-feira (30/9) dois bares na capital paulista e um estabelecimento em São Bernardo do Campo (ABC) após suspeita de comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.

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Como denunciar

Consumidores que desconfiarem da procedência de bebidas, seja em compras em mercados ou durante o consumo em bares e restaurantes, podem acessar o site do Procon (www.procon.sp.gov.br) e preencher a denúncia. É possível optar pelo anonimato ao registrar a ocorrência.

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Além da coleta de denúncias, o Procon-SP também está reforçando orientações para ajudar a população a se proteger de produtos adulterados. Embora somente análises laboratoriais confirmem a falsificação com 100% de certeza, alguns sinais podem servir de alerta.

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Dicas para evitar bebidas adulteradas:

  • Compre em locais de confiança: estabelecimentos conhecidos ou com boas referências;
  • Desconfie de preços muito baixos, fora do padrão de mercado, que podem indicar irregularidades;
  • Observe embalagens e rótulos: tampa torta, lacre irregular, rótulo desalinhado, erros ortográficos, ausência de informações como CNPJ e lote são indícios de fraude;
  • Não faça testes caseiros (cheirar, provar, queimar a bebida). Eles não são seguros nem conclusivos.
  • Atenção a sintomas após o consumo: visão turva, náusea, tontura, dor de cabeça intensa ou confusão mental podem indicar intoxicação;
  • Procure atendimento médico imediato se notar qualquer sintoma suspeito;
  • Comunique as autoridades competentes: Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001), Vigilância Sanitária, Polícia Civil, Procon, entre outros;
  • Exija nota fiscal: ela garante a rastreabilidade do produto e serve de comprovação em eventuais denúncias.

O Procon-SP reforça que a colaboração da população é essencial para identificar e retirar do mercado bebidas adulteradas, protegendo consumidores e evitando novos casos de intoxicação.

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A iniciativa faz parte da força-tarefa do Governo de São Paulo, que reúne as secretarias da Segurança, Saúde, Fazenda, Justiça e Desenvolvimento Social, além de órgãos parceiros e representantes do varejo, para intensificar o combate à sonegação e à adulteração de bebidas.