Alunos são internados após tomarem remédio controlado na escola

Corpo de Bombeiros foi acionado nesta manhã para atender à ocorrência, em São Paulo

Segundo informações iniciais, os adolescentes teriam ingerido clonazepam

Segundo informações iniciais, os adolescentes teriam ingerido clonazepam | Reprodução/SBT

Estudantes, com idades entre 13 e 15 anos, passaram mal na manhã desta quinta-feira (6/11) na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Júlio de Mesquita, perto do Museu do Ipiranga, na zona sul de São Paulo.

Segundo informações iniciais, os adolescentes teriam ingerido o medicamento ‘Clonazepam’, que é controlado, tem efeito sedativo, pode causar desmaios, sonolência intensa e queda de pressão quando usado sem prescrição médica.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à ocorrência, após serem encontradas por um funcionário. Seis alunos receberam atendimento no local, e, segundo a corporação, parte das vítimas precisou ser reanimada. A ocorrência está em andamento.

Ainda não se sabe como o medicamento chegou aos alunos: se foi levado por um deles, distribuído na escola ou encontrado no caminho até a unidade escolar.

Em princípio, os pré-adolescentes e adolescentes têm tomado o medicamento para seguir um desafio proposto por uma rede social.

Cerca de 30 pais entraram na escola, de maneira pacífica, para obter mais informações. 

Durante o programa Primeiro Impacto, do SBT, vários pais reclamaram, ao vivo, que os alunos que ficaram na escola estavam chorando e assustados. Segundo eles, há poucas informações sobre o caso. 

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo foi procurada pela reportagem, e informou que a Unidade Regional de Ensino (URE) Centro-Sul agiu rápido ao perceber seis estudantes não estavam bem, acionando imediatamente o Corpo de Bombeiros.

Quatro alunos foram encaminhados ao hospital, enquanto outros dois receberam avaliação no local.
As famílias foram comunicadas e estão acompanhando os estudantes. A Unidade Escolar mantém contato com as famílias e permanece à disposição para mais esclarecimentos.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) também foi acionada e informou que os menores tinham entre 13 e 15 anos, foram localizados por funcionários de uma escola, após apresentarem sonolência por terem ingerido a medicação. 

O caso será registrado em boletim de ocorrência e está sendo acompanhado pela equipe regional do Programa Conviva SP.