Quadrilha que se passava por agentes do INSS é presa em São Paulo

Caso foi registrado como organização criminosa e estelionato

Investigações prosseguem para identificar e prender outros envolvidos no esquema criminoso

Investigações prosseguem para identificar e prender outros envolvidos no esquema criminoso | Divulgação/Governo de SP

Um homem e uma mulher foram presos, nesta terça-feira (2/12), em operação da Polícia Civil do 2º Distrito Policial de Praia Grande. As prisões foram realizadas em Peruíbe, no litoral de São Paulo, e na Capital, respectivamente.

Os envolvidos fazem parte de uma quadrilha especializada em aplicar golpes em idosos, que se passam por agentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para realizar supostas “provas de vida”.

Investigações

As investigações tiveram início após diversos boletins de ocorrência relatando que idosos estavam sendo enganados por suspeitos que se apresentavam falsamente como servidores do INSS, utilizando crachás e camisetas padronizadas.

A partir disso, os investigadores iniciaram o cruzamento de informações, análise de imagens, comparação de depoimentos e consultas aos sistemas policiais.

Com isso, foi possível identificar um padrão: os suspeitos sempre chegavam uniformizados, alegando necessidade de realizar “prova de vida” ou “atualização cadastral”, recolhiam documentos, fotografavam cartões bancários e induziam as vítimas a assinar papéis.

Logo depois, empréstimos eram contratados de forma fraudulenta, gerando prejuízos grandes aos aposentados.

Segundo a polícia, a dupla se dividia nas funções. Um era responsável por tirar fotos, recolher documentos e manter vigilância externa. Já o líder do bando, que havia sido preso durante a primeira fase da operação, era quem fazia o contato com as vítimas, se passando por funcionário público.

Os criminosos foram identificados pelas vítimas como autores dos crimes. O caso foi registrado como organização criminosa e estelionato. As investigações prosseguem para identificar e prender outros envolvidos no esquema criminoso, segundo o Governo do Estado.

Outro caso

Uma megacentral de telemarketing, que era usada para aplicar golpes, foi fechada pela Polícia Civil em julho deste ano, durante a Operação Cavalo Fantasma. A ação ocorreu em um prédio comercial localizado em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A investigação foi conduzida pela equipe da 2ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco).

As ações se deram após a denúncia de uma vítima que alegou ter sido enganada ao contratar uma assessoria para renovar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).