Produção de motos em 2025 supera em números a de 2024

Produção no Polo Industrial de Manaus registrou crescimento de 13,9%

Linhas de montagem registraram 165.690 motocicletas em novembro

Linhas de montagem registraram 165.690 motocicletas em novembro | Divulgação

A indústria brasileira de motocicletas encerrou novembro com resultados acima das expectativas e já superou, em 2025, todo o volume produzido em 2024.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), de janeiro a novembro de 2025, foram fabricadas 1.850.829 unidades no Polo Industrial de Manaus (PIM), o que representa crescimento de 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Somente em novembro, as linhas de montagem registraram 165.690 motocicletas, alta de 13,4% na comparação anual. Em relação a outubro, houve recuo de 12,3%, influenciado pelo menor número de dias úteis: foram 19 em novembro ante 23 no mês anterior.

“As associadas adotaram estratégias para acompanhar o crescimento da demanda e ajustar a produção ao longo do ano. Chegaremos ao fim de 2025 com boas expectativas em relação à produção de 1,95 milhão de unidades”, afirmou Marcos Bento, presidente da Abraciclo.

A categoria Street – a mais popular do Brasil e o segmento da Honda CG 160, o veículo motorizado mais vendido do país –, manteve a liderança do ranking.

Caracterizadas pelo uso predominantemente urbano, com foco em agilidade, economia e facilidade de pilotagem, as motos Street somaram 935.820 unidades, o equivalente a 50,6% de toda a produção nacional nos 11 primeiros meses do ano.

Na sequência, aparecem as Trail, com 21%, e as motonetas (incluindo scooters), com 13,5%. Em novembro, o comportamento se repetiu, com os modelos Street representando 50,9% da produção mensal.

Na comparação entre outubro e novembro de 2024, alguns segmentos apresentaram variações expressivas. As Naked (sem carenagens) cresceram 69,2% em relação a novembro do ano passado, as Sport avançaram 85,3%, as Custom, registraram forte queda de 85,5%, e as Scooters tiveram recuo de 6,5%.

No total, a produção mensal passou de 146.055 unidades em novembro de 2024 para 165.690 em novembro deste ano.

Os modelos de baixa cilindrada seguem dominantes, respondendo por 76,9% da produção mensal. Na sequência, aparecem os de média cilindrada (20,3%) e os de alta cilindrada, com apenas 2,8%. A produção de motos de média cilindrada avançou 25,3% no acumulado do ano.

Para o presidente da Abraciclo, esse crescimento reflete um consumidor em busca mais tecnologia, desempenho e conforto.

No varejo, as vendas acompanharam o ritmo acelerado da produção. De janeiro a novembro, foram emplacadas 2.004.626 motocicletas, crescimento de 16,2% sobre 2024. O número coloca o setor muito próximo da projeção anual da Abraciclo, que estima fechar 2025 com 2,1 milhões de unidades comercializadas. 

Em novembro, os licenciamentos totalizaram 180.645 unidades, alta de 22,8% na comparação anual. Em relação a outubro, houve queda de 13,9%, novamente explicada pelo menor número de dias úteis, com média diária de vendas de 9.508 unidades.

O desempenho externo foi igualmente positivo. No acumulado de janeiro a novembro, o PIM exportou 39.622 motocicletas, aumento de 39,2% em relação ao mesmo período de 2024. Em novembro, as exportações alcançaram 4.564 unidades, avanço de 178,3% na comparação anual. Em relação a outubro, houve recuo de 18% nos embarques.

Fundada em 1976 e com 15 associadas, a Abraciclo representa as fabricantes de motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas do país.

A produção nacional – concentrada quase integralmente no Polo Industrial de Manaus – coloca o Brasil como o sexto maior produtor de motocicletas e o quarto de bicicletas no mundo. O setor emprega 20,6 mil trabalhadores em Manaus e mais de 150 mil em todo o país.