Mesmo após uma decisão definitiva da Justiça do Trabalho, o empresário e influenciador Pablo Marçal ainda não quitou a indenização de cerca de R$ 2 milhões pela morte do técnico de audiovisual Celso Guimarães Silva, ocorrida em junho de 2023 durante a prestação de um serviço em um estúdio ligado ao empresário, em Barueri, na Grande São Paulo.
A condenação foi confirmada por unanimidade em outubro pela 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que rejeitou o último recurso apresentado pela empresa Marçal Participações Ltda. Mesmo com o processo encerrado há meses, a família da vítima ainda não recebeu a reparação financeira.
Indenização não paga e impacto na família
Segundo o portal Metrópoles, o atraso no pagamento da indenização tem piorado a situação financeira e emocional dos familiares de Celso. A decisão judicial prevê compensação tanto pela perda de renda quanto pelos danos morais decorrentes da morte do trabalhador.
Mais de dois anos após o acidente, os familiares seguem sem resposta concreta sobre o cumprimento da sentença, apesar de não haver mais possibilidade de recurso no processo.
Descarga elétrica e queda de quase cinco metros
Celso Guimarães Silva, de 49 anos, morreu no dia 28 de junho de 2023, dois dias após sofrer uma descarga elétrica de 220 volts e cair de uma altura de aproximadamente 4,8 metros enquanto trabalhava em um estúdio utilizado pela empresa de Pablo Marçal.
Internado no Hospital Municipal de Barueri, o técnico chegou a gravar um vídeo relatando o que havia acontecido. Segundo ele, o acidente ocorreu no momento em que subiu em uma escada para instalar um tubo em uma estrutura do local.
“Coloquei o tubo de lado, recebi uma descarga elétrica de 220 volts, caí da escada e só me lembro que depois estava no hospital. Agora estou com dor em tudo quanto é lugar, costelas, coluna comprometida”, afirmou Celso no depoimento.
O técnico permaneceu internado até a quarta-feira seguinte, quando não resistiu aos ferimentos e morreu.
