Parlamentares vão pedir CPI para investigar Moraes e Banco Master

Senador afirmou que iniciará coleta de assinaturas para abertura da CPI após recesso legislativo

Moraes ordenou que a Rumble suspendesse em até 48 horas o perfil de um comentarista

Moraes ordenou que a Rumble suspendesse em até 48 horas o perfil de um comentarista | Andre Borges/EFE/Folhapress

Parlamentares da oposição vão articular um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Banco Master.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou pelas redes sociais que iniciará a coleta de assinaturas para a abertura da CPI após o recesso legislativo.

“Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de R$ 129 milhões, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”, escreveu Vieira.

Entenda

Nesta segunda-feira (22/12), a jornalista Malu Gaspar, colunista de O Globo, revelou que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão a favor do banco.

Ainda conforme a colunista, a mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, tem um contrato de prestação de serviços com o Master por meio do seu escritório de advocacia. O contrato previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais durante três anos, a partir de 2024.

Já segundo a colunista Daniela Lima, do UOL, as conversas entre Moraes e Galípolo tinham como tema central a aplicação da lei Magnitsky sobre o magistrado, sua mulher e os negócios da família.

Foi no contexto dessas conversas que o caso do banco Master, segundo fontes a par da situação, foi mencionado.

O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro durante uma operação da Polícia Federal. O Banco Central determinou a liquidação do banco.

Nota de Moraes

Em nota, a assessoria de Moraes explicou que as reuniões foram feitas exclusivamente para tratar da Lei Magnistiky. Leia abaixo:

“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnistiky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Bradesco e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito.”