Lula ordena expulsão de servidor que agrediu mulher e criança

Caso chocou o país e gerou abertura de processo administrativo imediato

O presidente Lula da Silva erra feio ao dizer que, por ele, não existiriam as .bet

Lula reforça postura firme contra violência de gênero no serviço público | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal reagiu com firmeza após a divulgação de um vídeo em que um servidor público federal agride uma mulher e uma criança no Distrito Federal.

Nesta quinta-feira (25/12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a abertura de um processo administrativo para responsabilização e possível expulsão do funcionário.

“Violência contra mulheres e crianças é crime, e não vamos tolerar qualquer agressão, independentemente da função ou posição de quem a comete”, afirmou Lula em suas redes sociais.

O presidente classificou o episódio como “covarde e inadmissível” e reforçou que o combate ao feminicídio é prioridade do governo.

O caso também marca o avanço da campanha presidencial contra a violência de gênero, que será uma das pautas centrais de 2026, com participação de ministérios, instituições públicas e da sociedade.

“É preciso que os homens assumam compromisso real nessa luta”, disse Lula em pronunciamento recente.

Medidas administrativas da CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que já havia tomado providências internas desde terça-feira (23), incluindo:

  • Abertura de investigação preliminar pela Corregedoria-Geral da União e pela Comissão de Ética;
  • Revogação imediata da função de chefia do servidor;
  • Proibição de acesso aos prédios da CGU enquanto durar a apuração, garantindo a integridade do ambiente de trabalho.

O órgão apontou que a conduta configura grave violação dos deveres funcionais previstos na Lei nº 8.112/1990, especialmente o artigo que exige conduta compatível com a moralidade administrativa.

Em nota, o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, destacou que os fatos também serão encaminhados às autoridades competentes no âmbito criminal.

“Não se trata de desentendimento ou conflito privado. É agressão, violação da lei e afronta à dignidade humana”, afirmou.

O episódio evidencia a necessidade de respostas rápidas e rigorosas do poder público diante de casos de violência contra mulheres e crianças, reforçando que atos desse tipo não serão tolerados em qualquer esfera do serviço público.