Grande SP pode ficar sem água? Governo quer redução imediata do consumo

Alta nas temperaturas e baixa incidência de chuvas pressionam sistema de abastecimento da Grande São Paulo, segundo a Sabesp

Falta d'água atinge cidades do litoral de SP durante alta temporada

Alta nas temperaturas e redução das chuvas fazem consumo de água disparar em São Paulo | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

O governo do estado de São Paulo emitiu alerta para a população para diminuição do consumo de água devido ao baixo nível dos mananciais que abastecem a região metropolitana da capital e a estiagem que atinge o estado. Segundo a Sabesp, desde a última semana, o consumo de água no estado subiu 60%.

Esse crescimento ocorre em um momento em que o Estado registra um dos menores índices de chuvas dos últimos anos, causando uma estiagem prolongada. Além da falta de chuva, a capital teve um pico de calor de 35,9 ºC batendo recorde de dezembro. A soma do aumento da temperatura e a estiagem afetam a capacidade das represas que abastecem a Grande São Paulo.

O comunicado do governo pede que as pessoas façam uso consciente da água, com banhos curtos e mais rápidos e evitando desperdícios, além disso, o uso para fins não essenciais, como encher piscinas ou lavar calçadas e veículos deve ser evitado.

Água para comer, beber e se limpar

Ainda conforme comunicado do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), o uso da água deve ser priorizado para alimentação e higiene pessoal. Em nota, a gestão afirma que a Sabesp tem adotado medidas preventivas para reforçar o abastecimento, “inclusive com o apoio de caminhões pipa em regiões específicas do Estado”.

Redução do abastecimento noturno

Desde agosto está determinada a redução da pressão noturna da água na Grande São Paulo. A medida foi tomada pelo Governo de São Paulo, em conjunto a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). A ação busca reduzir os impactos nas mananciais que abastecem o Estado.

Entre os dias 27 de agosto e 21 de setembro, a redução da pressão ocorreu por oito horas, começando às 21h e encerrando às 5h. A partir de 22 de setembro, o horário foi ampliado em duas horas, com início às 19h e término às 5h.

As medidas de gestão hídrica adotadas pelo Governo garantem uma economia de água equivalente a mais de 1,2 milhão de caixas d’água de 500 litros por dia, ou 50,4 mil por hora.

Veja dicas para economizar água

  1. Reduza o tempo de banho. Um banho de 15 minutos pode gastar até 150 litros de água, o que em uma família de três pessoas pode significar 13,5 mil litros mensais. Banhos rápidos, de 5 minutos, podem economizar até 9 mil litros por mês.
  2. Confira a descarga. Cheque sempre se não há vazamentos e evitem jogar papel higiênico para não causar entupimento e aumentar o desperdício.
  3. Atenção a cozinha. Mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa a louça e abra somente no momento de fazer o enxágue. Caso tenha máquina de lavar louça, ligue apenas quando estiver cheia.
  4. Busque levar mais roupa de uma vez. Não esqueça que a água descartada no final da lavagem pode ser usada em outras atividades, como lavar calçadas ou varandas.
  5. Opte sempre pela vassoura. No lugar das mangueiras para limpar a calçada, o quintal e outras áreas da casa. Se precisar lavar o automóvel, use o balde, ao invés da mangueira.