A água com gás é muito usada por pessoas que tentam emagrecer. Mesmo sem ter um efeito direto no peso, o líquido pode ajudar a reduzir o consumo de bebidas calóricas como refrigerante em alcoólicos, mas não possui grande eficiência sozinha.
Fórmula mágica?
A nutricionista Fabiane Alheira, ressalta que a água com gás não é a fórmula mágica para emagrecer Muitas pessoas sentem falta da sensação de efervescência das bebidas gaseificadas. A água com gás oferece essa experiência, mas sem calorias, açúcares ou aditivos.
“Isso pode facilitar a substituição de refrigerantes ou até de drinks alcoólicos no dia a dia, favorecendo escolhas mais saudáveis”, explicou ao portal Correio 24 horas.
Insuficiente
O pesquisador Akira Takahashi, do Hospital Neurocirúrgico Tasseikai no Japão, afirmou que a água com gás sozinha não é suficiente no processo de emagrecimento.
“O impacto do CO2 na água carbonatada não é uma solução autônoma para perda de peso. Uma dieta balanceada e atividade física regular continuam sendo componentes cruciais do gerenciamento de peso sustentável”, advertiu.
Segundo o estudo publicado na revista científica BMJ Nutriotion Prevention & Health, o pesquisador comparou o processo de beber água com gás com a hemodiálise — processo no qual o sangue é filtrado para remover resíduos e excesso de água quando os rins não conseguem fazê-lo.
“A hemodiálise torna o sangue alcalino, produzindo principalmente dióxido de carbono (CO 2 ). Da mesma forma, o CO2 da água com gás é absorvido pelo revestimento do estômago e é rapidamente convertido em bicarbonato (HCO3) nas hemácias”, explica o autor.
Esse processo de alcalinização acelera a absorção e o uso da glicose ao ativar enzimas-chave nas hemácias.
Além disso, beber água carbonatada pode ter alguns efeitos no sistema digestivo, particularmente para indivíduos com estômagos sensíveis ou condições gastrointestinais preexistentes.
“As principais preocupações incluem inchaço, gases e, em alguns casos, exacerbação de certos sintomas associados a distúrbios digestivos, como síndrome do intestino irritável ou doença do refluxo gastroesofágico”, ressaltou.
