O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou neste sábado (3/) a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
Em declaração pública, Lula afirmou que a ação representa uma grave violação do direito internacional e cobrou uma resposta firme da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo o presidente brasileiro, os bombardeios em território venezuelano e a detenção do chefe de Estado ultrapassam limites inaceitáveis nas relações entre países.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”, afirmou.
Para Lula, o episódio configura “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Na avaliação do presidente, o uso da força sem respaldo internacional ameaça a ordem global e enfraquece o multilateralismo.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, declarou.
Lula ressaltou que a posição do Brasil é coerente com a postura adotada pelo país em crises recentes em outras regiões do mundo.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado”, disse.
Ele também comparou a ofensiva a episódios históricos de interferência externa na América Latina e no Caribe.
“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.”
O presidente defendeu uma reação contundente da comunidade internacional e afirmou que a ONU precisa assumir um papel central diante do episódio.
“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, afirmou.
Ao final da manifestação, Lula reiterou que o Brasil condena a ofensiva militar e se colocou à disposição para atuar diplomaticamente.
“O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, concluiu.
