Mulher é perseguida, esfaqueada e morta pelo ex no centro de SP

Crime brutal aconteceu no bairro da Liberdade; homem foi preso 12 horas depois

Momento que a vítima tenta escapar do agressor

Momento que a vítima tenta escapar do agressor | Reprodução

Uma auxiliar de cozinha de 39 anos morreu na manhã deste domingo (4/1) após ser esfaqueada de maneira brutal pelo ex-namorado na noite anterior (3/1) no bairro da Liberdade, centro de São Paulo. A vítima havia acusado o homem quase um ano antes por agressão, e a Justiça lhe concedeu medida protetiva.

O crime ocorreu por volta das 23h40 na rua dos Tapes e foi gravado por câmeras de segurança. O agressor foi preso pela polícia cerca de 12 horas depois.

O que aconteceu

De acordo com a Polícia Civil, quem matou Carla Carolina Miranda da Silva foi José Vilson Ferreira, chapeiro de 29 anos. Nas imagens, é possível ver José aguardando a vítima escondido atrás de um veículo.

Quando Carla caminha pela calçada, o homem sai e corre atrás dela com uma faca. A mulher tenta fugir, mas ele a segura e dá pelo menos cinco golpes de faca.

Carla foi levada de ambulância ao Hospital das Clínicas da USP, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Policiais informaram ao portal G1 que José namorou a vítima e tinha histórico de violência doméstica contra ela. Em 30 de janeiro de 2025, ele foi acusado por lesão corporal, ameaça e injúria contra Carla. 

Ainda conforme G1, a mulher obteve medidas protetivas que estavam em vigor no momento do crime e determinavam que ele não poderia se aproximar dela.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) como feminicídio. O acusado segue preso e deverá passar por audiência de custódia na Justiça nesta segunda-feira (5/1).

Proliferação de feminicídios

Nos últimos meses, São Paulo e o Brasil têm visto um aumento de casos de feminicídio

Um dos casos mais marcantes foi a morte de Tainara Souza Santos, de 31 anos, confirmada na véspera de Natal (24/12). Vítima de uma tentativa de feminicídio praticada pelo ex-companheiro, após atropelar e arrastar a vítima por mais de 1 quilômetro na Marginal do Tietê, Tainara estava internada desde o fim de novembro no Hospital das Clínicas.