A Capital do Caqui em SP onde a fartura abençoa a todos

Descubra como essa cidade paulista conquistou o título de "Terra do Caqui" e se tornou referência na produção da fruta

Cidade colhe cerca de 45 mil toneladas de caqui por safra, garantindo o título de

Cidade colhe cerca de 45 mil toneladas de caqui por safra, garantindo o título de | Ilustração/Gazeta

Mogi das Cruzes ganhou o apelido de “Terra do Caqui” pela força da produção local. No Alto Tietê, a cidade lidera o cultivo, com cerca de 916 hectares dedicados à fruta, dentro de uma área regional de 1.884 hectares.

Só em Mogi, a safra anual é estimada em torno de 45 mil toneladas. O volume é citado como próximo de metade da produção nacional e ajuda a explicar por que o município virou referência no setor.

Esse protagonismo aparece em levantamentos e reportagens sobre a região, como em a cidade de SP conhecida como capital nacional do caqui, que reúne dados e detalhes da cultura no Alto Tietê.

A tradição começou com imigrantes japoneses que, a partir da década de 1920, trouxeram variedades e técnicas de cultivo adaptadas ao solo paulista. Hoje, a região concentra 1.484 hectares em 468 propriedades.

Entre as variedades mais conhecidas estão Fuyu, Giombo e Rama Forte, que se destacam tanto no consumo in natura quanto no comércio regional.

Produção que transforma economia

O caqui não é só símbolo, é base de renda para muitos produtores. Em Mogi das Cruzes e no entorno, a cadeia envolve plantio, manejo, colheita, seleção e escoamento.

Para sustentar esse protagonismo, o município e instituições parceiras investem em capacitação, assistência técnica e fortalecimento da cadeia produtiva. Programas públicos também mapeiam propriedades e melhoram o escoamento.

A estrela dos pomares: Fruticultura Hoçoya

Entre os destaques locais está a Fruticultura Hoçoya, com 12 hectares de produção diversificada, mas com o caqui como carro-chefe.

Por 30 anos consecutivos, o caqui Fuyu da propriedade foi eleito o melhor do Brasil. O trabalho envolve manejo cuidadoso, irrigação por microaspersão e colheita manual para garantir qualidade e sabor.

Desafios da safra e perspectivas

A produção nem sempre cresce sem obstáculos. Nesta temporada, fatores climáticos como granizo e doenças, especialmente a antracnose, devem reduzir a safra em até 10%.

Mesmo assim, Mogi segue como referência, unindo tradição e inovação para manter o título e proteger a produção local.

Além do caqui, a cidade também é destaque na produção de nêsperas, flores e cogumelos. Para quem visita, a região ainda aparece no roteiro de eventos e atrações sazonais, como em a Festa do Caqui e das Flores no Alto Tietê, que reforça a ligação entre fruticultura e turismo.

A Fruticultura Hoçoya é um ponto turístico conhecido na cidade e recebe visitantes interessados em ver de perto a produção do caqui premiado.