Termômetros disparam e SP tem o dia mais quente de 2026

Bairro da zona leste da Capital registrou a temperatura mais alta do ano, no sábado (10/1)

El Niño é um fenômeno climático associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial

Defesa Civil mantém estado de atenção para altas temperaturas em toda a cidadeo estado de atenção para altas temperaturas em toda a cidade | Rovena Rosa/Agência Brasil

A cidade de São Paulo registrou no sábado (10/1) o primeiro recorde de temperatura média máxima de 2026.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), a média das máximas chegou a 34,3°C, enquanto a maior temperatura absoluta foi de 36,4°C, medida no bairro da Mooca, na Zona Leste.

No domingo (11/1), a tarde seguiu com predomínio de sol e leve aumento de nebulosidade, provocado pela entrada tardia da brisa marítima, inicialmente observada no extremo Sul da capital. A média máxima do dia foi de 33°C, e os índices de umidade do ar ficaram próximos de 30%.

Não há previsão de chuva para os próximos dias. Diante do calor persistente, a Defesa Civil Municipal mantém, desde a última sexta-feira (9/1), o estado de atenção para altas temperaturas em toda a cidade, com previsão de máximas acima de 32°C.

Alerta de frente fria

Apesar do calor, a Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu alerta para a chegada de uma frente fria que deve atingir a região sul paulista neste sábado (10/1) e domingo (11/1), com previsão de chuvas fortes e isoladas.

O sistema também pode provocar rajadas de vento e queda de granizo em pontos específicos. A formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil estava prevista para avançar sobre o Sudeste e provocar a chegada de uma frente fria ao estado de São Paulo. A mudança nas condições atmosféricas aumenta o risco de pancadas de chuva fortes e isoladas em diferentes regiões paulistas.

Segundo o CGE, janeiro acumulou até agora 51,6 milímetros de chuva, o equivalente a cerca de 20,1% dos 256,4 milímetros esperados para o mês.