Cidade da Grande São Paulo tem o aluguel mais caro do Brasil; veja ranking

Levantamento do Índice FipeZAP compara valores de locação em 36 cidades e mostra disparidades no mercado imobiliário

Barueri tem o aluguel mais caro do Brasil, aponta levantamento

Barueri tem o aluguel mais caro do Brasil, aponta levantamento | Prefeitura de Barueri

Barueri, na Grande São Paulo, é a cidade mais cara do Brasil para se viver de aluguel. Isso é o que dizem os dados do Índice FipeZAP, divulgados nesta quinta-feira (15/1).

O município, que ocupa o topo do ranking desde 2022, possui um valor de R$ 70,35/m² por mês. Para se ter uma ideia, isso daria um valor médio de R$ 4.221,00 para a locação de um imóvel de 60 m².

Os altos valores encontrados são puxados, por exemplo, pelo bairro nobre Alphaville, que se encontra entre a cidade e Santana do Parnaíba, e pelos investimentos no segmento de alto padrão.

A valorização dos imóveis também é influenciada pela qualidade de vida do município. O sexto estudo Desafios da Gestão Municipal (DGM), realizado pela consultoria Macroplan Analytics em 2024, colocou Barueri como a 10ª melhor cidade do Brasil para se viver.

Cidades mais caras e mais baratas para se morar

O Índice FipeZAP monitora os preços de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais. Os dados são referentes a dezembro de 2025.

Depois de Barueri, a cidade mais cara do país é Belém (PA), com aluguel médio de R$ 63,69/m², seguida por São Paulo (SP), com R$ 62,56/m².

Em ambos os casos, um imóvel de 50 m² custa mais de R$ 3 mil por mês. Na outra ponta, Pelotas (RS) tem o aluguel mais barato do ranking, com R$ 22,42/m².

Entre as capitais, Teresina (PI) e Aracaju (SE) aparecem com valores abaixo de R$ 30/m², evidenciando o contraste em relação às cidades do topo.

Aluguel sobe acima da inflação no Brasil

O preço médio dos novos contratos em dezembro foi de R$ 50,98/m², o que equivale a cerca de R$ 2.549 por mês para um apartamento de 50 m².

Em 2025, os aluguéis subiram 9,44%, mais que o dobro da inflação oficial (IPCA), que ficou em 4,26%. Na prática, houve alta real de quase 5% nos contratos.

Mesmo com poucas quedas pontuais, o movimento predominante é de valorização. Nesse cenário, Barueri se mantém, pelo quarto ano seguido, como a cidade mais cara do Brasil para morar de aluguel.