Saiba quem é Layla Lima Ayub, delegada suspeita de envolvimento com PCC

Prisão preventiva da delegada foi decretada pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários

Delegada recém-empossada Layla Ayub foi presa em São Paulo durante operação Serpens

Delegada recém-empossada Layla Ayub foi presa em São Paulo durante operação Serpens | Reprodução/Redes Sociais

A delegada Layla Lima Ayub é investigada por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Recém-empossada na Polícia Civil paulista, ela assumiu o cargo em dezembro de 2025 e frequentava o curso de formação na Academia da Polícia Civil no momento da prisão.

Na manhã desta sexta-feira (16/1), ela foi presa em São Paulo durante uma operação conjunta da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e do Pará. 

A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, a pedido da Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

Quem é Layla?

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Layla mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes da facção criminosa. A investigação aponta que ela teria se relacionado com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, identificado pelos investigadores como membro do PCC.

Antes de ingressar na Polícia Civil de São Paulo, Layla atuou como policial militar no Espírito Santo.

Segundo o MP, mesmo após tomar posse como delegada, ela teria exercido de forma irregular atividades típicas da advocacia, incluindo a atuação em audiência de custódia para tentar obter a soltura de um integrante do PCC, no município de Marabá (PA), no dia 28 de dezembro.

A apuração também indica que Layla esteve acompanhada de Dedel durante sua cerimônia de posse, realizada em 19 de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes.

Ainda segundo os investigadores, após a nomeação, os dois passaram a residir juntos em São Paulo, período em que a delegada participava do curso de formação da carreira.

Outro ponto investigado é a suspeita de que Layla e Jardel teriam adquirido uma padaria na zona leste da capital paulista, que seria utilizada para lavagem de dinheiro do crime organizado.

O MP-SP também apura a informação de que Layla é formalmente casada com um delegado da Polícia Civil do Pará, que atua na região de Marabá. A informação foi levantada durante as investigações, iniciadas a partir de uma denúncia anônima encaminhada às autoridades.

No momento da prisão, a delegada negou qualquer ligação com a facção criminosa.