Entenda por que Casares foi afastado da presidência do São Paulo

Votação ocorreu após série de denúncias que mira a diretoria e o agora presidente afastado do clube

Conselheiros do São Paulo decidiram pelo afastamento do presidente nesta sexta

Conselheiros do São Paulo decidiram pelo afastamento do presidente nesta sexta | Igor Amorim/saopaulofc.net

Após votação dos conselheiros do clube na noite desta sexta-feira (17/1), Júlio Casares está afastado da presidência do São Paulo. O vice-presidente Harry Massis Júnior já assumiu o cargo.

Foram 188 votos contra Casares e 45 a favor da permanência, além de dois votos em branco. A destituição só será confirmada com a Assembleia Geral dos sócios, que tem 30 dias para ser marcada.

A votação aconteceu após uma série de denúncias que mira a direção do clube e o mandatário tricolor. Entenda.

O que levou ao afastamento de Casares

O requerimento foi protocolado por conselheiros do São Paulo e se baseou, principalmente, na exploração clandestina de um camarote do estádio Morumbis, revelada pelo portal Globo Esportes em dezembro do ano passado.

O Ministério Público tem um inquérito civil e outro criminal para apurar os acontecimentos. No criminal, a Polícia Civil apura possíveis desvios de dinheiro do São Paulo.

O órgão apura a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Casares. Outra investigação tenta explicar 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.

O inquérito civil apura também acusações de gestão temerária, a prescrição de canetas emagrecedoras para atletas e o modelo de negócio de um fundo de investimentos.

O Ministério Público emitiu ofício para ouvir mais de 25 pessoas relacionadas ao clube.

Quem é Harry Massis Júnior

Harry tem 80 anos, é empresário e sócio do clube desde 1964. Conselheiro vitalício do São Paulo, ele já exerceu várias funções dentro do Tricolor.

Nos mundiais de 1992 e 1993, atuou como diretor adjunto administrativo e integrou a delegação nas conquistas internacionais. Quase 10 anos depois, entre 2001 e 2002, atuou como diretor adjunto de futebol.

Nos bastidores, faz parte do membro do grupo político conhecido como Vanguarda, que apoiava o então presidente, mas deixou a coalizão recentemente por conta das denúncias. Casares deixou a presidência após 188 votos a favor do processo de impeachment.