Uma história da Turma da Mônica de 1971 voltou a viralizar pelas redes sociais após ser publicado pelo canal Mijinian por causa do debate sobre racismo trazido pelas tiras. No enredo, Mônica acorda num dia e percebe que toda a humanidade se tornou azul. Menos ela, que vira alvo de preconceito pela cor da pele.
Logo no começo, a protagonista do desenhista Mauricio de Sousa estranha por que Cebolinha está azul. Ele, porém, tem o mesmo estranhamento por ela estar “pintada de laranja”. Logo aparecem Cascão e Franjinha, dizendo que ela está pavorosa daquela cor.
Ela pensa se tratar de uma provocação dos amigos, mas eis que aparece a amiga leal Magali, que também mostra ojeriza à coloração da Pelé da companheira.
Por causa disso, todos resolvem se afastar dela. Ela tenta ainda conversar com Cascão, que esbraveja: “Largue-me… Sua… alaranjada!”
Magali, na sequência, pede para não apanhar dela, com pavor pela cor da amiga. Depois, grita que não quer que a vejam conversando com uma “alaranjada”.
Chamaram a segurança
A história segue com pessoas comuns mostrando preconceito, questionando “onde estão os vigilantes que não veem isso”. Até que aparece um policial para “resolver o problema” com a suspeita.
Ela se esconde, quando encontra uma pessoa cega, que inicialmente a trata bem. Mas depois se afasta ao saber que ela era laranja.
O único que a trata bem é Bidu, que, apesar de também azul, mostra amor pela Mônica. A menina questiona o cachorrinho: “Você já ouviu falar em outra brincadeira de tão mau gosto? Fazerem distinção da gente só por causa da cor?”
Ela lembra que sente todos os sentimentos dos “azuis”: ternura, saudades, contentamento, raivinhas, sono, medo, fome.
Ela resolve voltar para casa, onda a história, contida na edição 15 da Turma da Mônica, tem a conclusão. A questão do debate sobre o racismo, porém, é o principal mote do enredo.
“Será que naquela época também tinha gente que dizia: ‘Colocaram política nas coisas que eu gosto’?”, questionou o responsável pelo perfil Mijinian.




