A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (22/1) o Parque Municipal Fazenda da Juta, novo espaço verde da Capital localizado em Sapopemba, na zona leste.
Com investimento superior a R$ 13 milhões, o local se torna o 121º parque da cidade e amplia a rede de áreas verdes em uma região marcada pela presença de nascentes, córregos e remanescentes de vegetação nativa.
Implantado em uma área de alta relevância ambiental, o parque foi projetado com foco na preservação dos recursos naturais e na adaptação às mudanças climáticas.
Parque esponja
O conceito adotado é o de “parque esponja”, modelo de infraestrutura verde que permite a absorção, retenção e infiltração da água da chuva, contribuindo para a redução de alagamentos e a proteção dos corpos d’água locais.
Para garantir a conservação do solo e da vegetação, o projeto inclui passarelas suspensas que mantêm a permeabilidade do terreno e preservam trechos de mata ombrófila densa, caracterizada pela alta umidade e por árvores de grande porte.
As edificações do parque também seguem critérios sustentáveis, com tetos verdes e uso de blocos cerâmicos, proporcionando conforto térmico e integração com a paisagem.
Nova área verde
Nesta primeira etapa, foram entregues 66 mil metros quadrados de área verde, com parquinhos, academia ao ar livre, passarelas, sanitários, fraldários, arquibancada e mirantes acessíveis.
A segunda fase do projeto, em elaboração, prevê a ampliação de mais 56 mil metros quadrados, totalizando 122 mil metros quadrados de parque.
O espaço também se destaca pela biodiversidade. Levantamentos ambientais registraram 25 espécies de aves, como o periquito-rico e o bico-de-lacre, além de 93 espécies de plantas, sendo 70 nativas do município, incluindo espécies típicas da Mata Atlântica.
A implantação do Parque Fazenda da Juta contou com a participação da comunidade desde a fase de planejamento, por meio do conceito de “canteiro aberto”, que garantiu transparência e envolvimento dos moradores.
Além de área de lazer e convivência, o parque desempenha funções ambientais estratégicas, como drenagem urbana e conectividade entre bairros, reforçando seu papel na melhoria da qualidade de vida na zona leste.
