Poucas bebidas têm uma identidade visual tão fácil de identificar quanto a Coca-Cola. O vermelho forte virou marca registrada e permite reconhecer o produto à distância.
O que pouca gente sabe é que, em Parintins, no Amazonas, nem todas as embalagens da Coca-Cola são vermelhas. Algumas delas têm cor azul.
A escolha está ligada à cultura do local e a uma estratégia de marketing que conversa com a festa mais importante da cidade.
O festival folclórico de Parintins
Localizada no interior da Amazônia, a ilha de Parintins chama atenção nacional no último fim de semana de junho, quando recebe o Festival Folclórico de Parintins.
O evento coloca frente a frente dois bois-bumbás rivais. O Boi Caprichoso é representado pela cor azul e por uma estrela na testa.
Do outro lado está o Boi Garantido, identificado pelo vermelho e por um coração no mesmo lugar. A rivalidade pinta a cidade e divide torcidas.
Durante três dias, o público acompanha apresentações com músicas, danças, fantasias, grandes alegorias e encenações inspiradas em lendas amazônicas e na cultura local.
O festival também recebe personalidades famosas e ganhou ainda mais notoriedade com a divulgação de uma ex-participante do BBB.
Mesmo com a divisão clara entre torcidas, o clima segue marcado por respeito e celebração da identidade cultural da cidade.
Como surgiu a latinha azul
A singularidade de Parintins está diretamente ligada ao Festival Folclórico e à presença marcante do Boi Caprichoso, que tem o azul como cor principal.
Por causa da associação da Coca-Cola ao vermelho, torcedores do boi azul costumavam evitar a bebida durante o período da festa.
Diante desse cenário, a empresa decidiu lançar uma versão da lata na cor azul, como forma de dialogar com o público local e com a dinâmica do festival.
Segundo especialistas em marketing, a iniciativa ajudou a marca a se aproximar de um evento cultural relevante e adaptar o produto ao comportamento do consumidor na cidade.






