9 cidades que os brasileiros precisam pagar para visitar

Cobrança para acessar destinos turísticos já é realidade em praias, parques e cidades brasileiras

Assim como Veneza, várias cidades brasileiras também cobram de turistas

Assim como Veneza, várias cidades brasileiras também cobram de turistas | PxHere

Conhecida por seus canais e pela superlotação turística, Veneza decidiu, em abril de 2025, cobrar uma taxa para quem deseja circular pelo centro histórico em datas específicas. A medida reacendeu um debate que já faz parte da realidade brasileira.

Assim como a cidade italiana, destinos famosos do Brasil também passaram a cobrar valores de entrada, usando o dinheiro arrecadado para preservar praias, parques e áreas naturais muito visitadas.

A diferença está no cenário, mas a lógica é parecida. Enquanto Veneza tenta proteger seu patrimônio histórico, cidades brasileiras usam a cobrança para conter impactos ambientais e garantir a sobrevivência de paisagens disputadas.

Do centro histórico europeu às paisagens brasileiras

A decisão de Veneza colocou o tema no centro das atenções, mas a prática está longe de ser novidade no Brasil. Em diferentes regiões do país, turistas já precisam pagar para acessar cidades e atrações naturais.

Os valores variam bastante e podem ser cobrados por pessoa, por veículo ou por dia de permanência. Em comum, está o argumento de que o turismo intenso exige investimentos constantes em preservação e infraestrutura.

Em muitos casos, moradores, idosos e crianças ficam isentos. A cobrança recai sobre quem visita, reforçando a ideia de que o turista também é responsável pela conservação do destino escolhido.

1- Chapada dos Veadeiros, em Goiás

Desde abril de 2024, turistas que visitam Alto Paraíso de Goiás passaram a pagar a Taxa de Conservação Ambiental para acessar a região da Chapada dos Veadeiros.

Além das cachoeiras e trilhas, a cidade abriga o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, o que reforça a necessidade de preservação.

Moradores do entorno pagam valor reduzido, enquanto estudantes têm direito à meia entrada. Os demais visitantes pagam a taxa integral para circular pelo município e acessar os atrativos.

2- Morro de São Paulo, na Bahia

Em uma das ilhas mais disputadas do litoral baiano, Morro de São Paulo cobra desde 2019 a Tarifa de Preservação e Uso do Patrimônio do Arquipélago Municipal.

O valor pago pelo visitante tem validade de 30 dias e pode ser quitado no píer de desembarque ou de forma on-line, facilitando o acesso ao destino.

Crianças de até cinco anos e idosos acima de 60 estão isentos da cobrança, mantendo o foco da taxa nos turistas que movimentam a ilha ao longo do ano.

3- Fernando de Noronha, em Pernambuco

Fernando de Noronha, que abriga a praia mais bonita do mundo, tem uma das taxas de preservação ambiental mais altas do Brasil, cobrada por pessoa e por dia de permanência na ilha.

O tributo existe há mais de três décadas e é pago antes mesmo da chegada, pela internet, ou diretamente no aeroporto, garantindo maior controle sobre o fluxo de visitantes.

O modelo progressivo busca desestimular estadias longas, estratégia adotada para proteger o ecossistema local.

4- Jericoacoara, no Ceará

Para entrar em Jericoacoara, no litoral cearense, é necessário pagar uma taxa de proteção ambiental válida por até dez dias de estadia.

Quem decide prolongar a viagem precisa arcar com uma cobrança diária adicional, mantendo o controle sobre o número de visitantes na vila.

O pagamento antecipado no site da prefeitura ajuda a evitar filas e contribui para a organização do turismo local.

5- Abrólhos, na Bahia

O arquipélago de Abrolhos também adota cobrança para visitantes. A taxa é incluída no valor dos passeios que partem, principalmente, de Caravelas.

Os valores variam conforme a origem do turista. Brasileiros, estrangeiros e moradores da região pagam quantias diferentes para acessar o parque.

A diferenciação busca incentivar o turismo regional e, ao mesmo tempo, garantir recursos para preservar um dos santuários marinhos mais importantes do país.

6- Santo Amaro, no Maranhão

Santo Amaro, um dos principais acessos aos Lençóis Maranhenses, cobra uma taxa de turismo sustentável com validade de alguns dias.

O pagamento é feito na entrada do município e vale para cada visitante de forma individual, reforçando o discurso de preservação ambiental.

A cobrança ajuda a manter a infraestrutura local em uma região que recebe milhares de turistas em busca das famosas lagoas.

7- Pipa, no Rio Grande do Norte

O passeio até a praia de Pipa também inclui uma taxa ambiental. A cobrança é feita no acesso ao Chapadão, um dos cartões-postais do destino.

O valor é exigido de quem utiliza veículos para chegar ao local, ajudando a controlar o fluxo em uma área sensível.

A medida busca reduzir impactos ambientais em uma das praias mais visitadas do Rio Grande do Norte.

8- Ubatuba, em São Paulo

No litoral paulista, Ubatuba adotou a Taxa de Proteção Ambiental com valores definidos conforme o tipo de veículo que entra na cidade.

A cobrança varia de motos a ônibus e é aplicada principalmente em períodos de maior movimento.O objetivo é minimizar os impactos do turismo intenso em praias, trilhas e áreas de preservação ambiental.

9- Bombinhas, em Santa Catarina

Bombinhas cobra taxa de preservação ambiental apenas durante a alta temporada, quando a população da cidade cresce rapidamente.

Os valores variam conforme o tipo de veículo e ajudam a custear ações ambientais no período mais crítico do ano.

Segundo a prefeitura, a cobrança é fundamental para manter a qualidade das praias e da infraestrutura urbana durante o verão.