Rio Paraitinga recua após temporal; nove famílias seguem sem poder voltar para casa

Nível do rio chegou a 4,62 metros durante o temporal, continua acima do normal e leva município a contabilizar danos para solicitar auxílio à Defesa Civil Estadual

Enchente aconteceu após cheia decorrente das fortes chuvas que atingiram a cidade no início da semana

Enchente aconteceu após cheia decorrente das fortes chuvas que atingiram a cidade no início da semana | Divulgação/Defesa Civil de São Luiz do Parait

A cidade de São Luiz do Paraitinga permanece com nove famílias fora de casa após o transbordamento do Rio Paraitinga provocado pelas fortes chuvas registradas na última segunda-feira (26/1).

Segundo a Defesa Civil municipal, três famílias estão desabrigadas e acolhidas em abrigo, enquanto outras seis precisaram deixar temporariamente suas residências e estão desalojadas.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil da cidade, Luiz Antunes, o município segue em estado de atenção, com monitoramento contínuo do nível do rio e das áreas afetadas.

Nível do rio e monitoramento

De acordo com informações disponibilizadas à Gazeta por Luiz Antunes, o nível do Rio Paraitinga está em 3,62 metros, o que representa 2,42 metros acima do nível normal.

Durante o temporal, o pico máximo da inundação atingiu 4,62 metros, patamar suficiente para provocar alagamentos em pontos da área central e bloquear acessos próximos às margens do rio.

As equipes seguem acompanhando a evolução do nível da água, que apresentou recuo gradual, mas ainda mantém pontos de alagamento no município.

Não é a primeira vez que a cidade passa por uma tragédia dessas. Em 2010, uma enchente destruiu grande parte do centro histórico. 

Na ocasião, o município do interior de São Paulo conseguiu dar a volta por cima e reconstruir o que foi perdido

Levantamento de danos e próximos passos

A Defesa Civil municipal informou que iniciou o levantamento das residências afetadas pelo transbordamento para encaminhar um pedido de auxílio à Defesa Civil do Estado.

De acordo com Luiz Antunes, a contabilização dos danos é necessária para viabilizar apoio estadual e eventuais medidas de assistência às famílias atingidas, enquanto o monitoramento segue mantido diante da possibilidade de novas chuvas na região.