A Prefeitura de São Paulo vai investir R$ 68,2 milhões em subsídios para escolas de samba que irão desfilar no Carnaval de 2026, um valor recorde e superior em mais de 10% ao montante repassado em 2025.
Os recursos, destinados à produção carnavalesca, foram distribuídos por grupos e divisões da festa, com valores expressivos para as agremiações de maior porte.
Do total de subsídios, cerca de R$ 38 milhões serão destinados às 14 escolas do Grupo Especial, a principal divisão do Carnaval paulistano.
Valores por grupo e divisão das escolas de samba
A distribuição dos subsídios contempla seis divisões oficiais de escolas de samba, além de repasses específicos para blocos de rua ligados à festa momesca:
Grupo Especial – primeira divisão
Cada uma das 14 escolas do grupo recebe R$ 2,766 milhões. Entre elas estão:
- Mocidade Unida da Mooca;
- Colorado do Brás;
- Dragões da Real;
- Acadêmicos do Tatuapé;
- Rosas de Ouro;
- Vai-Vai;
- Barroca Zona Sul;
- Império de Casa Verde;
- Águia de Ouro;
- Mocidade Alegre;
- Gaviões da Fiel;
- Estrela do Terceiro Milênio;
- Tom Maior;
- Camisa Verde e Branco.
Grupo de Acesso I – segunda divisão
As oito escolas dessa divisão recebem R$ 1,714 milhão cada, incluindo:
- Mancha Verde;
- Nebê de Vila Matilde;
- Unidos de Vila Maria;
- Acadêmicos do Tucuruvi;
- Pérola Negra;
- Camisa 12;
- Dom Bosco de Itaquera;
- Independente Tricolor.
Grupo de Acesso II – terceira divisão
Cada escola recebe R$ 457 mil, com agremiações como:
- X-9 Paulistana;
- Torcida Jovem;
- Amizade Zona Leste;
- Imperatriz da Pauliceia;
- Unidos do Peruche;
- Morro da Casa Verde;
- Imperador do Ipiranga;
- Primeira da Cidade Líder.
Especial de Bairros – quarta divisão
Cada uma das 12 escolas recebe R$ 169 mil, incluindo nomes populares como:
- Leandro de Itaquera;
- Lavapés;
- Saudosa Maloca;
- Combinados de Sapopemba;
- Unidos de São Miguel.
Acesso de Bairros – quinta divisão
Cada escola recebe R$ 112 mil, com integrantes como:
- Flor de Vila Dalila;
- Tradição Albertinense;
- Unidos de Guaianases;
- Cacique do Parque;
- União da Vila Albertina.
Grupo de Acesso de Bairros II – sexta divisão
O valor de subsídio é de R$ 37 mil por escola, incluindo:
- Acadêmicos do Ipiranga;
- Imperial da Vila Penteado;
- Zumbi Zaire;
- Os Bambas;
- Oba Oba;
- Flor de Liz.
Blocos de rua também recebem apoio
Além das escolas de samba, a prefeitura também repassa recursos a grupos de blocos carnavalescos:
- Blocos Especiais (primeira divisão de blocos): R$ 160 mil por bloco
- Blocos de Acesso (segunda divisão): R$ 60 mil por bloco
Crescimento do subsídio em relação a anos anteriores
O valor total dos subsídios a escolas de samba aumentou de R$ 61,5 milhões em 2025 para R$ 68,2 milhões em 2026, um crescimento superior a 10% em um ano.
Em comparação, o apoio financeiro aos blocos de rua permanece em R$ 2,5 milhões, distribuído entre cerca de 100 grupos carnavalescos.
Subsídios tratam ensaios e estrutura, não apenas desfiles
Embora popularmente chamados de “subsídios para desfiles”, os recursos são formalmente vinculados à realização de ensaios de quadra, capacitação de componentes e atividades correlatas, mas na prática são utilizados para financiar fantasias, alegorias e logística das escolas durante o Carnaval.
Carnaval de São Paulo vs. outros carnavais
O volume de recursos destinados às escolas de samba em São Paulo supera o apoio oferecido em outras capitais.
Por exemplo, no Rio de Janeiro, o governo fluminense autorizou cerca de R$ 40 milhões para as agremiações do Grupo Especial em 2026, valor consideravelmente menor que o repasse da capital paulista ao seu grupo principal de escolas
