A adoção do pedágio free flow, aquele em que o veículo não precisa parar, se tornou uma ferramenta para criminosos aplicarem golpes em motoristas desavisados.
Segundo a empresa de segurança Kaspersky, mais de 50 domínios falsos foram detectados se passando por concessionárias responsáveis pela cobrança automática do sistema. Ainda de acordo com a companhia, golpistas pagam anúncios em sites de busca e redes sociais para redirecionar as vítimas para o portal falso de quitação.
Depois de acessar a página falsa e digitar a placa do veículo, é gerada uma cobrança por Pix. Em seguida, é informado que o motorista possui um crédito em aberto e que precisa pagar a fatura.
Após a transferência, o valor é repassado para contas laranjas, com o dinheiro sendo distribuído e pulverizado para dificultar as atividades de rastreio.
A empresa reforça em comunicado que “para tornar a fraude mais convincente, o valor exibido é baixo, simulando o custo real de um pedágio, e o site exibe dados corretos do veículo consultado”.
Como evitar golpes?
O sistema de free flow não utiliza catracas. Nesse caso, quem possuir uma tag fixada no carro paga posteriormente o preço cobrado de forma automática. Caso o motorista não possua uma, câmeras de segurança detectam a placa e a fatura é paga acessando o site da concessionária.
Levando em conta a crescente de golpes, a Abepam (Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade) orientou que condutores tenham uma tag instalada para uma quitação automática.
O órgão também recomenda que motoristas não realizem o pagamento de boletos recebidos por redes sociais ou por e-mail (métodos não adotados pelas concessionárias), e que paguem apenas em canais oficiais.
Expansão do sistema.
Atualmente, estradas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já contam com essa tecnologia.
A tendência é que outras regiões do Brasil recebam o recurso como uma forma de melhorar a fluidez do trânsito e facilitar a circulação de veículos.
