O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) elogiou o projeto do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de criar a “Times Square Paulistana” na região central da capital paulista. A proposta é semelhante a outra apresentada pelo parlamentar na Câmara Municipal.
“Fico muito satisfeito em ver mais um projeto de nossa autoria se tornar realidade. A proposta já foi aprovada em primeiro turno pela Câmara Municipal e agora está sendo implementada pelo prefeito”, destacou Rubinho à reportagem da Gazeta.
Desde 2024 a relação entre ambos não é das melhores, desde que o vereador decidiu apoiar o então candidato Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo , indo na direção contrária da decisão de seu partido.
Segundo a gestão municipal, a prefeitura iniciará em março a implantação de painéis gigantes de LED no cruzamento das avenidas São João e Ipiranga, na República. O nome oficial deverá ser Boulevard São João.
A intervenção tem a intenção de ampliar o fluxo de pessoas, estimular atividades culturais e criar um novo eixo de atração econômica em área histórica da Capital.
“A avenida São João é um ponto estratégico da cidade, carregado de história e simbolismo. Sua revitalização fortalece o processo de reocupação do centro e consolida a região como um novo polo turístico e cultural de São Paulo”, destacou ainda Rubinho.
A proposta inclui a instalação inicial de cerca de quatro quadros luminosos com exibição de filmes e intervenções artísticas. Em imóveis tombados, onde a instalação de painéis de LED não é permitida, haverá projeção.
O cronograma prevê início das obras em 15 de março, com execução estimada entre três e quatro meses.
Em contato com a Gazeta, a prefeitura informou que os LEDs não terão venda de publicidade comercial, e que a Lei Cidade Limpa “trata-se de um patrimônio que pode ser modernizado, desde que preservados seus princípios e avanços”.
Leia a nota da gestão Nunes, na íntegra:
A Prefeitura de São Paulo informa que o projeto tem início de implantação previsto para março, com duração de 3 a 4 meses. A proposta prevê intervenções urbanas, qualificação de monumentos, ativação de espaços socioculturais e instalação de painéis de LED (sem venda de publicidade comercial). Ela integra o amplo plano da Prefeitura para recuperação do Centro da cidade, iniciado pela atual gestão. A iniciativa de requalificação urbana será custeada integralmente pelo interessado privado.
Atualmente, o projeto está em fase final de aprovação no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e na Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU).
Cabe destacar que a Lei Cidade Limpa tornou São Paulo referência nacional e internacional em ordenamento da paisagem urbana, sendo hoje um exemplo para outras cidades que buscam equilibrar comunicação visual e harmonia no espaço público. Trata-se de um patrimônio que pode ser modernizado, desde que preservados seus princípios e avanços.”
Projeto de Rubinho
Rubinho é o autor do projeto que pretende flexibilizar a Lei Cidade Limpa, já aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo.
O texto permite ocultar até 70% da visualização de bens de valor cultural, como prédios históricos. A legislação em vigor não permite a ocultação de qualquer parte da fachada nesses casos.
Segundo Rubinho, a ideia é que a instalação dos painéis de LED ocorra em pontos específicos da Capital, como na avenida Paulista e no encontro entre as avenidas Ipiranga e São João, no centro.
“Como existe na Times Square, em Nova York”, disse, em referência ao centro da cidade norte-americana.
“Traz um impacto econômico e turístico grande. Uma cidade do tamanho de São Paulo tem que ter uma área voltada ao mercado, ao desenvolvimento, e uma área com LED cria o ambiente que simboliza isso”, disse ainda, em entrevista à Folha.
O projeto também permite ampliar a quantidade de anúncios indicativos – aqueles que indicam os estabelecimentos. Atualmente, é restrito a apenas um. Prevê, ainda, instalar placas de patrocinados em jardins verticais, parklets e totens de carregamento de veículos elétricos.
Na primeira votação, a proposta recebeu votos contrários das bancadas do PT, PSOL e dos vereadores Renata Falzoni (PSB), Carlos Bezerra Júnior (PSD) e Janaína Paschoal (PP).



