O Conselho Participativo Municipal de Pinheiros e o Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz de Pinheiros soltaram uma nota conjunta na última semana para criticar a demora de dois meses da Subprefeitura de Pinheiros em analisar o recurso contra o cercamento da Praça Por do Sol, um dos principais pontos de encontro da região.
A pretensão é a de reverter a votação realizada no último mês do ano passado, que decidiu pela manutenção do gradil em volta da área verde do Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.
Entenda a polêmica
Em 3 de dezembro, a Subprefeitura de Pinheiros realizou uma consulta pública sobre a manutenção do gradil em volta da praça, instalado em 2021 para evitar aglomerações por causa da pandemia da Covid-19. O resultado foi de 497 votos a favor do cercamento e 317 pela retirada da barreira.
Dois dias depois, ambos os conselhos pediram a anulação do resultado da audiência pública, alegando que o encontro e a votação ocorreram de forma irregular. Não houve resposta da subprefeitura desde então.
“A praça é um bem público da cidade de São Paulo, e deve ser compreendida como um espaço de convivência pacífica entre os diferentes atores, tanto do território quanto da cidade – moradores, frequentadores, trabalhadores, comércio local, moradores de outros bairros, turistas e demais grupos”, defenderam os conselheiros.
Os grupos afirmaram que é possível resolver os problemas que havia na praça antes do gradil com outras soluções, como a proibição de caixas de som. As instituições defenderam, ainda, que responder ofícios e demandas formais da sociedade é obrigação das subprefeituras.
Já a Subprefeitura de Pinheiros disse, após contato da reportagem da Gazeta, que realizou a consulta pública por recomendação do Ministério Público com moradores da região e usuários da praça.
“O processo para realização da audiência pública foi conduzido de forma transparente e cumpriu integralmente todos os ritos descritos na convocação publicada no Diário Oficial da Cidade no dia 04 de novembro de 2025”, informou ainda a nota.
No começo de 2025, o Ministério Público recomendou que a prefeitura retirasse os gradis. A gestão municipal estuda, ainda, transformar o local em um parque. Atualmente, a praça fica aberta ao público das 6h às 20h.














