O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça, nesta quarta-feira (5/2), a aplicação de tornozeleira eletrônica ao empresário Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma, e a prisão preventiva de um fiscal da Secretaria da Fazenda que está foragido.
Ambos são investigados por envolvimento em um suposto esquema de corrupção dentro do órgão estadual.
Segundo o MP, o grupo teria atuado para favorecer empresas em processos administrativos e tributários, a partir do uso indevido de informações internas da Secretaria da Fazenda.
O fiscal citado no pedido não foi localizado durante as diligências, o que levou os promotores a solicitarem a prisão.
Investigação aponta uso de informações sigilosas
As apurações indicam que o servidor público utilizava sua posição estratégica para acessar dados fiscais restritos e interferir em procedimentos administrativos.
O Ministério Público afirma haver indícios de pagamento de vantagens indevidas e de tentativas de atrapalhar o avanço das investigações.
No caso de Sidney Oliveira, o pedido de uso de tornozeleira eletrônica tem como objetivo impedir eventual interferência no processo e garantir o cumprimento de medidas cautelares enquanto a investigação segue em curso.
Os requerimentos apresentados pelo Ministério Público ainda serão analisados pela Justiça. Até o momento, não há decisão sobre a prisão do fiscal nem sobre a imposição de monitoramento eletrônico ao empresário.
