O Sindicato dos Metroviários decidiram decretar estado de greve após rejeitarem o novo Plano de Carreira apresentado pela empresa.
A decisão foi tomada após a direção do Metrô negar a abertura de negociação sobre o plano.
De acordo com o sindicato, a decisão inclui o boicote ao Plano de Carreira apresentado e o início de um processo de mobilização para forçar a empresa a discutir as reivindicações dos trabalhadores.
Entre os principais pontos estão o pagamento dos chamados “steps” para todos os funcionários, a oposição à terceirização da manutenção e a defesa de novas contratações por meio de concurso público.
Estado de greve
O estado de greve serve apenas como um alerta e não a paralisação imediata das atividades.
No entanto, indica que o sindicato está organizado e pode avançar para uma greve caso não haja avanço nas negociações.
Além do boicote ao plano, os metroviários decidiram ampliar a mobilização com o uso de camisetas da campanha entre esta terça-feira (10/2) e quinta-feira (12/2).
Uma nova assembleia está marcada para quarta-feira (11/2), quando os trabalhadores devem avaliar os próximos passos do movimento.
O sindicato afirma que o objetivo é forçar a empresa a abrir diálogo e rever pontos do Plano de Carreira que, segundo a entidade, mantêm limites salariais e critérios considerados injustos para promoções e concursos internos.
Entre as propostas que a categoria pretende apresentar estão o fim do limite de 1% da folha de pagamento para a concessão dos “steps”, a retirada da análise comportamental como critério para promoções, a realização de concursos internos para oficiais de manutenção e a mudança na nota de corte dos concursos internos, com desvinculação das metas por gerência e diretoria.
A reportagem entrou em contato com o Metrô para entender o caso, e aguarda o retorno.
