Metroviários de SP decretam estado de greve; entenda o que muda no transporte

Decisão foi tomada após a direção do Metrô negar a abertura de negociação sobre o plano de carreira

Operação nas principais linhas da cidade será initerrupta entre sábado e domingo

Estado de greve serve apenas como um alerta e não a paralisação imediata das atividades | Márcia Alves/Metrô

O Sindicato dos Metroviários decidiram decretar estado de greve após rejeitarem o novo Plano de Carreira apresentado pela empresa.

A decisão foi tomada após a direção do Metrô negar a abertura de negociação sobre o plano.

De acordo com o sindicato, a decisão inclui o boicote ao Plano de Carreira apresentado e o início de um processo de mobilização para forçar a empresa a discutir as reivindicações dos trabalhadores.

Entre os principais pontos estão o pagamento dos chamados “steps” para todos os funcionários, a oposição à terceirização da manutenção e a defesa de novas contratações por meio de concurso público.

Estado de greve

O estado de greve serve apenas como um alerta e não a paralisação imediata das atividades.

No entanto, indica que o sindicato está organizado e pode avançar para uma greve caso não haja avanço nas negociações.

Além do boicote ao plano, os metroviários decidiram ampliar a mobilização com o uso de camisetas da campanha entre esta terça-feira (10/2) e quinta-feira (12/2).

Uma nova assembleia está marcada para quarta-feira (11/2), quando os trabalhadores devem avaliar os próximos passos do movimento.

O sindicato afirma que o objetivo é forçar a empresa a abrir diálogo e rever pontos do Plano de Carreira que, segundo a entidade, mantêm limites salariais e critérios considerados injustos para promoções e concursos internos.

Entre as propostas que a categoria pretende apresentar estão o fim do limite de 1% da folha de pagamento para a concessão dos “steps”, a retirada da análise comportamental como critério para promoções, a realização de concursos internos para oficiais de manutenção e a mudança na nota de corte dos concursos internos, com desvinculação das metas por gerência e diretoria.

A reportagem entrou em contato com o Metrô para entender o caso, e aguarda o retorno.