Justiça interroga presos por falso atentado que quase matou prefeito de Taboão

Dois réus presos serão ouvidos pela Justiça nesta terça-feira (10/2); outros três seguem foragidos

Falso atentado contra o ex-prefeito, José Aprígio (Podemos), ocorreu poucos dias antes das Eleições

Falso atentado contra o ex-prefeito, José Aprígio (Podemos), ocorreu poucos dias antes das Eleições | Samara Matos

A Justiça de São Paulo anunciou que ouvirá pela primeira vez os réus acusados de envolvimento no atentado falso que quase matou o então prefeito de Taboão da Serra, José Aprígio (Podemos), na Grande São Paulo, poucos dias antes das eleições municipais de 2024.

A previsão era a de ouvir dois acusados pelo crime, que estão presos, no fim da tarde desta terça-feira (10/2). Outros três réus seguem foragidos.

Esse trâmite, chamado de audiência de instrução, serve para a Justiça decidir se leva os cinco réus para júri popular por tentativa de homicídio. Os acusados também respondem por adulteração de veículo, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Aprígio aparece com vítima no processo.

Entenda o caso

O então prefeito foi baleado no ombro por um tiro de fuzil em 18 de outubro de 2024, quando disputava o segundo turno para para a prefeitura da cidade da Grande São Paulo com Engenheiro Daniel (União Brasil), que acabou eleito.

A Polícia Civil suspeita que pessoas ligadas ao grupo político de Aprigio planejaram o falso ataque. A intenção seria a de alavancar a candidatura dele, que aparecia atrás de Engenheiro Daniel nas pesquisas.

Pelo menos seis tiros foram disparados em direção ao veículo do ex-prefeito. O tiro perfurou o vidro blindado e atingiu Aprígio, que fraturou a clavícula com o impacto. Estilhaços da bala ficaram alojados no corpo dele.

No veículo também estavam seu motorista, um fotógrafo e um secretário. Eles não se feriram.