Vereador defendeu em 2000 necessidade de cuidados com piscinas de SP

Paulo Frange reapresentou proposta que prevê controle de qualidade e manutenção de piscinas da Capital

Para o vereador, o episódio reacende uma discussão antiga sobre a necessidade de controle técnico rigoroso no tratamento de piscinas de uso coletivo

Para o vereador, o episódio reacende uma discussão antiga sobre a necessidade de controle técnico rigoroso no tratamento de piscinas de uso coletivo | Ben Mack/Pexels

Um dos vereadores mais antigos da Câmara Municipal de São Paulo, Paulo Frange (MDB) iniciou um debate em 2000 para indicar responsáveis técnicos para manutenção de piscinas de uso coletivo. A proposta, que não foi à frente na época, alertava que o manuseio de produtos químicos era um risco à saúde e à vida das pessoas.

Nesta semana, uma professora passou mal e morreu após uma aula de natação em uma academia da zona leste da Capital. Uma das linhas de investigação indicou que o manobrista da empresa teria usado produtos químicos para a manutenção da piscina, que causaram o óbito.

Para o vereador, o episódio reacende uma discussão antiga sobre a necessidade de controle técnico rigoroso no tratamento de piscinas de uso coletivo. Frange reapresentou a proposta por meio do Projeto de Lei 79/2026.

Responsável técnico

O projeto estabelece a obrigatoriedade de responsável técnico devidamente habilitado e registrado em Conselho de Classe para o controle da qualidade e manutenção da água de piscinas públicas e privadas no município. A regra abrangeria clubes, academias, hotéis, escolas, associações e centros comunitários.

“O tratamento de piscinas envolve substâncias como hipoclorito e ácidos, que exigem conhecimento técnico especializado. A ciência não admite improviso. O que defendo há 26 anos é prevenção. É responsabilidade. É respeito à vida”, afirmou o parlamentar.

A nova proposta vincula a exigência diretamente ao Código Sanitário Municipal, classificando a ausência de responsável técnico como infração grave. O texto prevê advertência, multa, interdição da piscina até regularização e até cassação do Auto de Licença de Funcionamento em casos de dolo ou acidente grave.

 “Não podemos tratar como fatalidade aquilo que é consequência de negligência. Essa não é uma pauta de ocasião. São 26 anos defendendo a mesma posição: agir antes para salvar vidas”, completou.

O projeto de lei seguirá tramitação na Câmara, e ainda precisa passar por duas votações antes de se tornar lei.