As academias tem idioma próprio: você fala academês?

Entre jargões e linguagem corporal, a cultura da academia se apoia em uma linguagem própria

Conheça termos e gírias para nunca mais ficar perdido na academia

Conheça termos e gírias para nunca mais ficar perdido na academia | Pexels

Quem já travou ao ouvir “faz 10 reps e segura na falha” pela primeira vez sabe como interagir na academia às vezes pode parecer um código secreto. A boa notícia é que, na prática, a maioria das palavras são coisas simples do treino.

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Da “carga” ao “drop set”, a academia tem um vocabulário próprio e muita linguagem corporal. Entender os termos e os sinais mais comuns ajuda a treinar com mais segurança, evitar mal-entendidos e se sentir mais à vontade no ambiente.

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O básico do básico: palavras que você ouve todo dia

Alguns termos parecem “gíria”, mas são variáveis do treino, usadas há décadas em guias técnicos. Em geral, eles respondem a quatro perguntas: quanto peso, quantas vezes, quantos blocos e quanto descanso.

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  • Carga: o peso que você usa no exercício, na máquina, no halter ou na barra.
  • Repetições/Reps: quantas vezes você executa o movimento antes de parar.
  • Série/Set: um bloco de repetições, com pausa antes do próximo bloco.
  • Intervalo de descanso/Rest: o tempo entre uma série e outra.
  • Falha: quando o músculo não sustenta mais a execução com boa forma.
  • Progressão: aumentar a dificuldade aos poucos, com mais carga, mais reps ou outra estratégia.

Quando alguém fala “3×12”, é só um resumo: três séries de 12 repetições. Se o treino pede “RPE 7”, a ideia é chegar a um esforço alto, mas ainda controlado, sem ir ao limite total em sete repetições.

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E tem o “1RM”, que é a carga máxima que você consegue levantar uma única vez com técnica. Ele aparece em planilhas e ajuda a organizar o treino, principalmente quando o objetivo é força.

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O que a linguagem não verbal diz na musculação

Nem tudo na academia se resolve com palavras. Um estudo publicado no Journal of Physical Education and Sport, em 2016, aponta que gestos, tom de voz e até a distância entre pessoas fazem parte da comunicação em atividades esportivas.

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No treino, isso aparece em sinais bem cotidianos. Um aceno discreto pode significar “posso revezar?”. Um dedo apontando para o relógio costuma perguntar: “Falta muito?”. Um polegar para cima vira “tudo certo” depois de uma ajuda rápida. Um cruzar de mãos ao sair do aparelho significa ‘terminei, pode usar’.

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O corpo também fala quando alguém não quer ser interrompido. Fone no ouvido, olhar fixo no espelho e postura fechada podem indicar foco. Já um sorriso e contato visual abrem espaço para conversa e orientação.

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A proxêmica, que é o “uso do espaço”, vale ouro na sala. Chegar muito perto de alguém em movimento, cruzar a frente do espelho ou encostar em halteres alheios pode criar atrito, mesmo sem uma palavra.

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Frases curtas e sinais que evitam constrangimento

Para quem está começando, a ansiedade costuma vir mais da conversa do que do exercício. Só que não precisa soar “técnico” para se comunicar bem. A academia funciona com perguntas objetivas e respostas rápidas.

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Algumas combinações resolvem quase tudo:

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  • “Quantas faltam?” para organizar o revezamento sem pressa.
  • “Posso revezar com você?” para dividir o aparelho com educação.
  • “Dá uma ajuda na última?” para pedir um spot, sem drama.
  • “Qual carga você está usando?” para ajustar o treino na mesma máquina.

    Um detalhe importante é o tom. Uma pergunta curta, com voz calma, costuma funcionar melhor do que “pedir desculpa mil vezes” antes de falar. E, quando você não entende um termo, vale pedir tradução na hora.

Outros termos

Apesar do básico já estar ali em cima, existem diversos outros termos possíveis, dentre eles:

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  • Spot. Outro termo para um observador que vai ficar no apoio caso algo dê errado.
  • Massa. Em geral, para se referir à massa corporal, seja ela magra (músculos) ou gorda (gordura).
  • Monstro/Mutante/Animal. Podem ser usados como elogios para pessoas musculosas, cuidado com o uso, principalmente do último.
  • Danone/Suco/Bomba. Nomes comuns para os esteróides anabolizantes, drogas nocivas que aumentam os ganhos na academia.
  • Dura/Deca/Dianabol/Hemogenin/Trembo/Tremobolona/Oxandrolona Alguns tipos de anabolizantes.
  • Testo. Abreviação de testosterona, o hormônio masculino, pode se referir a anabolizantes baseados em testosterona (“Apliquei 2ml de testo ontem”).
  • Whey/Creatina/BCAA/Albumina. Alguns tipos de suplementos consumidos pelo público da musculação.
  • Gym bro. Parceiro de treino.
  • PR (Personal Record). Seu recorde pessoal em determinado exercício, geralmente marcado pela maior carga possível que você consegue realizar em uma repetição, ou seja, pode ser considerado um sinônimo para 1RM.
  • Brotheragem/Brotheragym. Piada interna sobre comportamento, potencialmente, homossexual entre gym bros.

A academia também é repleta de diversos termos em inglês, mas muitos deles representam técnicas avançadas para praticantes experientes: drop-set, bi-set, rest pause, dentre outros. 

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Esses termos podem inclusive ser utilizados para aprender ou expandir seu vocabulário no idioma.