Segundo cientistas, a energia que ilumina a Terra todos os dias não será eterna, embora esse cenário ainda esteja muito distante.
Atualmente, o Sol atravessa quase metade de sua existência e permanece estável, brilhando como faz há bilhões de anos.
Ainda assim, pesquisadores estimam que ele manterá esse equilíbrio por cerca de 5 bilhões de anos, até consumir seu combustível e iniciar uma fase de transformações profundas.
Sol é uma estrela na meia-idade
Saber há quanto tempo o Sol existe não é um palpite. Pesquisadores recorrem a diferentes técnicas que se complementam e ajudam a montar essa linha do tempo com precisão.
Uma das principais é a datação radiométrica de meteoritos, fragmentos formados no início do sistema solar. Ao analisar o decaimento de isótopos nessas rochas, estima-se que o sistema solar (e o próprio Sol) tenha cerca de 4,6 bilhões de anos.
Além das rochas antigas, entram em cena outros modelos de evolução estelar. Estrelas com massa e composição parecidas com o Sol seguem etapas previsíveis ao longo da vida.
Ao comparar temperatura, brilho, composição química e ritmo de fusão, os cientistas concluem que o Sol atravessa a metade de sua fase estável, conhecida como sequência principal.
Estágio atual do Sol
Neste momento, o Sol produz energia ao fundir hidrogênio em hélio no núcleo. É esse processo que libera a radiação responsável por manter oceanos líquidos e permitir a vida.
Essa etapa é a mais longa de sua existência. Apesar das transformações futuras, nada indica risco imediato para o planeta nos próximos milhões de anos.
Ainda assim, o brilho solar aumenta lentamente ao longo do tempo. Mesmo pequenas variações acumuladas por bilhões de anos provocam impactos significativos.
Para ter uma ideia, um aumento gradual de luminosidade pode elevar temperaturas médias e alterar o equilíbrio climático antes de qualquer expansão extrema.
Embora a distância entre a Terra e o Sol seja imensa, diversos fenômenos naturais que envolvem os dois corpos podem ser observados e sentidos daqui, o que evidencia o tamanho da influência solar sobre o planeta.
Futuro da terra
Segundo o portal científico The Science Times, quando o hidrogênio do núcleo se esgotar, a estrutura interna do Sol também mudará. O núcleo vai se contrair pela gravidade, enquanto as camadas externas se expandirão.
Estudos apontam que o Sol crescerá a ponto de “engolir” as órbitas de Mercúrio e Vênus. A Terra pode não ser atingida dessa forma, mas enfrentará calor intenso e contínuo.
Com mais radiação, os oceanos irão evaporar. Sem água líquida, a vida como conhecemos deixará de ser possível.
A atmosfera também poderá se dissipar ao longo do processo. Além disso, a perda de massa solar pode alterar as órbitas dos planetas restantes.
Apesar de esse cenário ser assustador, trata-se de um processo previsto para daqui a cerca de 5 bilhões de anos. Até lá, o Sol continuará estável e seguirá garantindo as condições que permitem a vida na Terra.
No entanto, a vida humana ainda corre risco, já que sete dos nove limites para manter a vida na Terra já foram violados.
Perguntas frequentes
1. Qual é a idade do Sol?
Aproximadamente 4,6 bilhões de anos.
2. O Sol ainda vai durar quanto tempo antes de mudar drasticamente?
Cerca de 5 bilhões de anos.
3. Como os cientistas calcularam a idade do Sol?
Por meio da datação de meteoritos e de modelos de evolução estelar.
4. O que acontece atualmente no interior do Sol?
Ele produz energia ao fundir hidrogênio em hélio no núcleo.
5. O que pode acontecer com a Terra no futuro, quando o Sol mudar?
Os oceanos podem evaporar, a atmosfera pode se dissipar e a vida deixará de ser possível.


