O deputado federal dos Estados Unidos, Ted Lieu, da Califórnia, fez afirmações públicas gravíssimas envolvendo o presidente Donald Trump e os chamados “arquivos de Epstein”.
Segundo o parlamentar, que afirma ter tido acesso a documentos não editados, o nome de Trump aparece “milhares e milhares de vezes” nos registros relacionados ao falecido empresário Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais e tráfico de menores, incluindo alegações perturbadoras envolvendo o abuso de menores.
Acusações graves e acesso a documentos sigilosos
Lieu declarou que os documentos contêm “alegações extremamente perturbadoras”, que incluiriam acusações de abuso de menores e ameaças de morte.
O deputado destacou que o conteúdo dos arquivos ainda está sob investigação pelas autoridades norte-americanas, embora parte do material já tenha sido divulgada anteriormente.
O presidente Donald Trump, por sua vez, nega qualquer irregularidade ou envolvimento impróprio com Epstein.
Embate político e críticas ao Departamento de Justiça
A repercussão do caso também gerou novos conflitos no Congresso. Ted Lieu acusou parlamentares republicanos de tentarem “desviar a atenção” do conteúdo dos documentos ao focar nas oitivas do ex-presidente Bill Clinton e da ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
Além disso, Lieu dirigiu críticas severas ao Departamento de Justiça dos EUA. O deputado afirmou que a pasta violou a privacidade das vítimas ao não ocultar imagens explícitas nos arquivos.
Ele também defendeu a renúncia do vice-procurador-geral Todd Blanche, criticando sua interpretação da lei.
De acordo com o deputado, a presença em festas promovidas por Epstein, caso houvesse tráfico de menores, configura crime federal.
“Se Jeffrey Epstein estava traficando menores para festas sexuais, e você comparece e é cliente do estabelecimento naquela festa, sim, você é culpado, porque ser cliente integra o crime previsto na lei federal de tráfico sexual”, argumentou Lieu.
