Cesta básica fica R$ 74 mais barata em SP; veja os itens que puxaram a queda

Valor médio passou de R$ 1.351,12 em janeiro de 2025 para R$ 1.277,11 em janeiro deste ano

Entre os destaques está o pacote de arroz de 5 kg, que ficou 34,54% mais barato no período

Entre os destaques está o pacote de arroz de 5 kg, que ficou 34,54% mais barato no período | Tânia Rêgo/Agência Brasil

O preço da cesta básica na cidade de São Paulo caiu 5,48% nos últimos 12 meses, mas o dado que chama atenção é o recuo nos itens considerados essenciais para o dia a dia do paulistano, como arroz, carne e leite. Levantamento é da Fundação Procon-SP, em parceria com o Dieese.

O valor médio passou de R$ 1.351,12 em janeiro de 2025 para R$ 1.277,11 em janeiro deste ano — uma redução de R$ 74,01 no período. A queda foi puxada principalmente pelo grupo Alimentação (-6,09%), que concentra a maior parte dos 39 produtos analisados.

Além disso, desde o início do mês moradores do Vale do Paraíba sentiram um pequeno alívio no bolso em janeiro deste ano. Levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté (Unitau), apontou uma redução de 0,14% no custo da cesta básica na região.

Produtos mais baratos

Entre os destaques está o pacote de arroz de 5 kg, que ficou 34,54% mais barato no período, passando de R$ 29,39 para R$ 19,24.

Segundo o Procon-SP, a retração está ligada à supersafra nacional, ao aumento da oferta global e à demanda mais fraca. O quilo do alho (-33,72%) e o da cebola (-26,76%) também contribuíram para a redução.

Na comparação mensal, a cesta básica recuou 0,69% entre 30 de dezembro e 30 de janeiro. O principal impacto veio da queda no preço das carnes. O quilo da carne de segunda sem osso ficou 6,52% mais barato, com valor médio de R$ 33,40. A carne de primeira também registrou retração (-0,79%), chegando a R$ 47,91.

O leite UHT teve recuo de quase 5%, com preço médio de R$ 4,24, reflexo dos estoques elevados de derivados lácteos.

Apesar do alívio no bolso, o levantamento mostra que a redução não foi generalizada: dos 39 itens pesquisados no mês, 20 tiveram alta, 19 apresentaram queda e alguns permaneceram estáveis.

Enquanto o grupo Alimentação recuou 1,03%, Higiene Pessoal (+1,87%) e Limpeza (+0,75%) registraram aumento, o que mantém pressão sobre o orçamento das famílias.