Trinta anos após a morte dos Mamonas Assassinas, um item simbólico da história do grupo ganhará nova função: a jaqueta usada por Dinho será restaurada e colocada em exposição em um memorial dedicado à banda.
A peça foi localizada durante o processo de exumação realizado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, e surpreendeu familiares pelo estado de preservação.
Agora, a família trabalha para que o item passe por restauração especializada antes de ser apresentado ao público como parte do acervo permanente.
Memorial reunirá objetos e espaço simbólico
O plano prevê a criação de um espaço fixo de homenagem aos cinco integrantes do grupo, que morreram em um acidente aéreo em 2 de março de 1996.
A jaqueta de Dinho deve se tornar uma das peças centrais da exposição, ao lado de outros itens históricos da trajetória meteórica da banda.
A proposta é transformar o memorial em ponto de visitação para fãs, com elementos que resgatem a memória afetiva e cultural dos músicos que marcaram os anos 1990.
Projeto inclui homenagem ambiental
Além da exposição, o projeto prevê um gesto simbólico: parte dos restos mortais dos integrantes será cremada e utilizada no plantio de cinco árvores nativas, uma para cada membro da banda.
O espaço, que está em fase de organização, deve unir memória, natureza e acervo histórico em um mesmo ambiente.
Legado que atravessa gerações
Mesmo com carreira curta, os Mamonas Assassinas deixaram impacto duradouro na música brasileira, misturando humor, rock e irreverência em um fenômeno que atravessou gerações.
A decisão de expor a jaqueta de Dinho reforça o movimento de preservação desse legado, agora não apenas na memória dos fãs, mas também em um espaço físico dedicado à história da banda.
