Cidade barra atleta trans de partida decisiva e crise chega ao STF

Tifanny Abreu, do Osasco, é única atleta transgênero na história da elite do vôlei feminino brasileiro

A atleta joga no Osasco e disputaria as semifinais nesta sexta

A atleta joga no Osasco e disputaria as semifinais nesta sexta | Instagram/Osasco

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) buscou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a inconstitucionalidade de um requerimento aprovado na Câmara Municipal de Londrina que veta a participação da ponteira Tiffany Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde. A atleta disputa jogos decisivos da semifinal da Copa do Brasil na cidade do interior do Paraná.

O caso vai ser relatado pela ministra Cármen Lúcia, após a relatoria da medida liminar ser distribuída nesta quinta-feira (26/2). Cármen já atuou em casos relacionados ao tema.

A proposta na Câmara paranaense foi apresentada pela vereadora Jéssica Ramos Moreno, conhecida como Jessicão (PP), e aprovada por 14 votos favoráveis e três contrários. Ela argumenta que a presença da atleta violaria uma lei municipal que proíbe a participação de atletas cujo gênero divirja do sexo biológico de nascimento em competições esportivas realizadas em Londrina.

Tifanny, única atleta trans do vôlei

Tifanny é única atleta transgênero na história da elite do vôlei feminino brasileiro e segue uma rotina mensal de exames para assegurar a participação nos jogos. Ela já foi alvo de projeto de lei similar na Assembleia Legislativa de SP (Alesp). O PL segue em tramitação.

De acordo com a CBV, a jogadora “está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans”.

As semifinais da Copa do Brasil de Vôlei vão acontecer em Londrina, no ginásio Moringão. Nesta sexta (27/2) Flamengo e Osasco jogam às 18h30. Às 21h, a outra partida será entre Gerdau Minas e Dentil Praia Clube. Os vencedores se enfrentam na finalíssima no sábado (28/2), às 21h.