Trump e Netanyahu afirmam que líder supremo do Irã está morto após ataque

Governo iraniano nega a morte e classifica as informações como 'guerra psicológica'

Com a morte de Khamenei, será iniciado o processo constitucional de escolha do novo líder supremo

Segundo Netanyahu, o bombardeio atingiu diretamente a estrutura utilizada por Khamenei na capital iraniana | IRNA/Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmaram, em momentos diferentes, que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está morto após o ataque conjunto de Israel e EUA contra o território iraniano. O governo iraniano nega a morte e classifica as informações como “guerra psicológica”.

Segundo Netanyahu, o bombardeio atingiu diretamente a estrutura utilizada por Khamenei na capital iraniana. “Há elementos que indicam que ele não existe mais”, afirmou em pronunciamento neste sábado (28/2). Imagens de satélite mostram danos significativos no complexo.

Em publicação na Truth Social, Trump declarou que Khamenei “está morto” e classificou o líder iraniano como “uma das pessoas mais perversas da história”, afirmando que a morte representaria justiça para americanos e vítimas de outros países.

Até a última atualização, Teerã não confirmou a morte, e Khamenei não fez aparições públicas desde o ataque. À imprensa internacional, um porta-voz iraniano declarou que o líder está “bem e seguro”.

Ataque de Israel e EUA ao Irã deixa centenas de mortos

A ofensiva foi lançada na manhã deste sábado por Estados Unidos e Israel e ampliou o conflito no Oriente Médio. De acordo com a imprensa iraniana, com base em dados do Crescente Vermelho, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas.

Explosões foram registradas em Teerã e em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O Exército israelense afirmou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.

Três fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos bombardeios. A imprensa estatal também informou que 85 pessoas morreram após um ataque a uma escola de meninas no sul do país, além de 15 vítimas em um ginásio na mesma região.

Netanyahu declarou que a ofensiva eliminou comandantes da Guarda Revolucionária e integrantes do programa nuclear iraniano. Segundo ele, “milhares de alvos” ainda poderão ser atacados nos próximos dias.

O primeiro-ministro fez um apelo direto à população iraniana para que se levante contra o regime. “Não percam a oportunidade. Esta é uma chance que surge uma vez por geração”, disse. Em inglês, acrescentou: “A ajuda chegou”, em referência a uma publicação anterior de Trump.

Retaliação iraniana, Estreito de Ormuz fechado e impacto global

Em resposta ao ataque, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases americanas no Oriente Médio. Sirenes foram acionadas em cidades israelenses, e explosões também foram ouvidas no Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Síria, países que abrigam instalações militares dos EUA.

O governo americano informou que nenhum militar ficou ferido e que os danos às bases foram “mínimos”. Já autoridades locais relataram prédios residenciais atingidos no Bahrein e uma morte em Abu Dhabi. Na Síria, quatro pessoas morreram após um míssil atingir um edifício.

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, foi fechado por razões de segurança, segundo a agência iraniana Tasnim. Companhias aéreas suspenderam voos para a região; o aeroporto de Dubai interrompeu operações, e dois voos que saíram de São Paulo com destino a Dubai e Doha precisaram retornar.