O governo do Irã confirmou neste sábado (28/2) a morte do líder supremo Ali Khamenei, aos 86 anos.
A informação foi divulgada pela mídia estatal e por autoridades iranianas, que classificaram o religioso como “mártir” e anunciaram luto oficial em todo o país.
Em comunicado transmitido pela televisão estatal, o governo afirmou:
“Pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O Líder Supremo da Revolução Islâmica foi martirizado.”
A nota também informou que o país cumprirá 40 dias de luto nacional, período em que estão previstas cerimônias oficiais e homenagens em diferentes cidades.
Confirmação oficial em meio à escalada militar
Segundo o anúncio governamental, Khamenei morreu em meio aos recentes ataques que atingiram áreas estratégicas iranianas.
A confirmação oficial encerra horas de especulação internacional e coloca o país diante de um dos momentos mais delicados desde a Revolução Islâmica de 1979.
O líder supremo ocupava o posto máximo de poder desde 1989 e era a autoridade final sobre decisões militares, judiciais e estratégicas do país.
Sucessão e impacto político
Com a morte de Khamenei, será iniciado o processo constitucional de escolha do novo líder supremo, responsabilidade da Assembleia dos Peritos, órgão formado por clérigos eleitos.
A transição ocorre em meio a forte tensão no Oriente Médio, o que aumenta a atenção internacional sobre os próximos passos do regime iraniano.
Governos e analistas acompanham de perto os desdobramentos, avaliando possíveis impactos diplomáticos e militares na região.
A confirmação oficial marca um momento histórico para o Irã e pode redefinir os rumos políticos do país nas próximas semanas.
