Conflito no Oriente Médio cancela 12 voos em Guarulhos e força aviões a voltar

Ao menos 12 viagens internacionais são suspensas; aeronaves que já estavam no ar precisaram voltar para São Paulo

Passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), relatam mudanças no embarque

Passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), relatam mudanças no embarque | Divulgação

Pelo menos 12 voos que sairiam do Aeroporto Internacional de Guarulhos foram cancelados após a escalada do conflito no Oriente Médio fechar rotas aéreas estratégicas desde aa madrugada deste sábado (28/2).

Algumas aeronaves chegaram a decolar, mas precisaram voltar.

A crise envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou restrições no espaço aéreo da região, afetando voos que partem do Brasil com destino à Ásia e à Europa.

No maior aeroporto do País, o reflexo foi imediato.

Aviões retornaram após horas no ar

Entre os voos impactados estão rotas com conexão em grandes hubs do Oriente Médio, como Doha e Dubai.

Com corredores aéreos fechados por questões de segurança, companhias precisaram interromper operações. Parte das aeronaves recebeu orientação para regressar quando já cruzava o Atlântico.

O retorno inesperado gera um efeito dominó: tripulações fora de posição, conexões perdidas e malha aérea reprogramada às pressas.

Passageiros enfrentam incerteza no terminal

No saguão internacional, filas se formaram nos balcões de atendimento.

Passageiros buscavam remarcação, hospedagem e informações sobre reembolso. Muitos tinham compromissos profissionais ou viagens de férias planejadas há meses.

Companhias aéreas informaram que os cancelamentos ocorreram por “motivos operacionais e de segurança”, diante da instabilidade na região do conflito.

A concessionária responsável pelo aeroporto confirmou os cancelamentos e afirmou que monitora a situação em conjunto com as empresas e autoridades aeronáuticas.

Por que o conflito afeta voos que saem do Brasil?

O Oriente Médio é um dos principais corredores aéreos do planeta. Cidades como Doha e Dubai funcionam como pontos de conexão entre América do Sul, Europa e Ásia.

Quando o espaço aéreo da região é fechado, as rotas ficam mais longas, e, em alguns casos, inviáveis. Sem alternativa segura, o cancelamento passa a ser a única opção.