Há um consenso no Rio de Janeiro: a Urca é o bairro mais seguro da Cidade Maravilhosa. A sensação de tranquilidade é tanta que é comum ver moradores e turistas conversando ao celular calmamente pelas ruas, numa cena não tão comum por outras partes da capital fluminense.
Um dos motivos do local ser tão seguro é que, diferentemente de bairros como Copacabana ou Botafogo, que servem de passagem para outros lugares, a Urca é uma península. Há apenas uma entrada, pela avenida Pasteur.
A população, majoritariamente de classe média alta, vive em casarões históricos ou em prédios de poucos andares. A casa do filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, por exemplo, fica no distrito.
A área também é tomada por instituições militares, como o Círculo Militar da Praia Vermelha, a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, a Escola de Guerra Naval (EGN), a Escola Superior de Guerra e o Instituto Militar de Engenharia.
Como não há comércio de grandes redes, shoppings ou conexões de metrô dentro do bairro, o movimento é majoritariamente de moradores, estudantes das universidades locais (como a Unirio e a UFRJ) e turistas indo para o Pão de Açúcar.
A associação de moradores da Urca é extremamente ativa. Existe uma cultura de vigilância colaborativa e uma integração muito próxima com o batalhão de polícia local. É o tipo de lugar onde o “policiamento de proximidade” funciona na prática.
O morador mais notório da Urca é Roberto Carlos, e o seu prédio virou até um ponto turístico.



