A história da empresa de tecnologia que sumiu das lojas, mas continua lucrando bilhões

Fabricante japonesa foi muito popular no Brasil, mas decidiu mudar sua estratégia de mercado

Aparelhos da marca ficaram conhecidos pela resistência e durabilidade no início dos anos 2000

Aparelhos da marca ficaram conhecidos pela resistência e durabilidade no início dos anos 2000 | Reprodução/YouTube

Durante os anos 1990 e 2000, a Kyocera foi uma marca bastante conhecida no setor de tecnologia. No Brasil, conquistou espaço principalmente com celulares resistentes e equipamentos de escritório que ganharam fama pela durabilidade.

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Com o passar do tempo, porém, a empresa praticamente desapareceu das vitrines e das notícias sobre tecnologia, deixando muitos consumidores curiosos sobre o que teria acontecido com a fabricante japonesa.

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Apesar da impressão de que a marca sumiu, a companhia continua ativa e forte em várias áreas da indústria tecnológica. O que mudou foi o foco de atuação. A saída do mercado de celulares e as transformações rápidas do setor ajudaram a reduzir sua presença no cotidiano do público.

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Da indústria de precisão ao sucesso nos eletrônicos

Fundada em 1959, no Japão, a Kyocera nasceu como uma fabricante de cerâmicas industriais voltadas à engenharia de precisão.

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Com o passar dos anos, o negócio cresceu e se transformou em um conglomerado tecnológico que passou a produzir desde componentes eletrônicos até copiadoras, impressoras e celulares.

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Nos anos 2000, alguns aparelhos da marca ganharam destaque pela resistência e confiabilidade.

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Linhas como Torque e DuraForce ficaram conhecidas por serem voltadas para ambientes de trabalho mais exigentes, como obras, atividades externas e serviços profissionais que exigiam equipamentos robustos.

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No Brasil, a presença da empresa foi marcante principalmente no período em que operadoras utilizavam a tecnologia CDMA.

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Parcerias com empresas como Vivo e Claro ajudaram a popularizar seus celulares, que eram conhecidos pela boa recepção de sinal e pela durabilidade.

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No entanto, a expansão das redes GSM e a chegada de concorrentes fortes acabaram reduzindo o espaço da fabricante no mercado.

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A decisão de focar no mercado corporativo

Enquanto outras empresas apostavam cada vez mais no desenvolvimento de smartphones voltados ao consumidor final, a companhia japonesa decidiu seguir outro caminho. A estratégia passou a priorizar impressoras, multifuncionais e soluções tecnológicas voltadas para empresas.

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Essa mudança direcionou a atuação para o mercado corporativo, conhecido como B2B. Embora esse setor seja menos visível para o público em geral, ele costuma oferecer maior estabilidade e contratos de longo prazo, o que garantiu continuidade ao crescimento da empresa.

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No Brasil, a marca segue presente principalmente no segmento de impressão corporativa.

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Mesmo sem o mesmo destaque que teve na época dos celulares, seus equipamentos continuam presentes em muitos escritórios e ambientes empresariais.

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A revolução dos smartphones e a concorrência global

O afastamento do mercado de celulares também coincidiu com a grande transformação provocada pelos smartphones a partir do final dos anos 2000.

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A chegada de aparelhos mais avançados mudou completamente o comportamento dos consumidores e abriu espaço para novas líderes globais.

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Fabricantes como Apple, Samsung e Xiaomi passaram a dominar o setor com dispositivos modernos, telas sensíveis ao toque e sistemas completos de aplicativos.

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Diante dessa disputa intensa, competir passou a exigir investimentos cada vez maiores em pesquisa, desenvolvimento e marketing.

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A empresa japonesa até lançou alguns modelos com Android voltados principalmente ao mercado norte-americano, mas essas iniciativas não foram suficientes para recuperar o espaço perdido para as grandes fabricantes.

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Onde a Kyocera está hoje

Atualmente, a Kyocera continua sendo uma companhia sólida e relevante no Japão e em diversos mercados internacionais.

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O grupo investe em áreas como energia solar, componentes eletrônicos, tecnologia industrial e soluções voltadas para empresas.

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Mesmo longe do destaque que teve no mercado de celulares, a empresa segue presente em setores estratégicos da tecnologia.

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Em vez de desaparecer, apenas mudou de direção e passou a atuar de forma mais discreta, concentrando esforços em áreas menos visíveis para o grande público, mas fundamentais para a indústria global.