A poucos dias da Páscoa, consumidores em São Paulo encontram diferenças expressivas nos preços dos ovos de chocolate.
Um mesmo produto pode custar até 58% a mais dependendo do supermercado, segundo levantamento do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP).
A pesquisa, realizada em março de 2026 em redes de diferentes regiões da capital paulista, identificou que a variação de preços segue elevada neste ano.
Em um dos casos analisados, o ovo Ouro Branco (359 g), da Lacta, foi encontrado por R$ 56,99 em um estabelecimento e por R$ 90,20 em outro, o que representa uma diferença de 58,27%.
O levantamento considerou supermercados das zonas Norte, Sul, Leste, Oeste e da região central, comparando os mesmos produtos nas prateleiras.
Na prática, isso significa que o consumidor pode pagar mais de R$ 30 a mais pelo mesmo item apenas ao escolher um ponto de venda diferente.
A disparidade não se limita aos ovos de Páscoa. Segundo o Procon-SP, outros itens típicos da data também apresentam grande variação. Caixas de bombons, por exemplo, foram encontradas entre R$ 5,98 e R$ 12,99, uma diferença superior a 100%. Já barras de chocolate registraram variações de até 51,74% entre redes.
Outro fator que pesa no bolso é o preço por quilo. De acordo com o levantamento, o ovo de Páscoa chega a custar, em média, R$ 325/kg, enquanto os tabletes ficam em torno de R$ 101/kg e os bombons, R$ 178/kg. A diferença ajuda a explicar por que o produto típico da data costuma ter custo mais elevado.
Além da variação entre supermercados, o preço dos chocolates segue pressionado em 2026. Dados recentes apontam reajustes superiores a 20% em relação ao ano passado, influenciados principalmente pela alta do cacau no mercado internacional.
A alta nos preços é puxada pelo encarecimento do cacau no mercado internacional. No Brasil, o chocolate acumula aumento de cerca de 24,7% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA, o que impacta diretamente os produtos típicos da data. No varejo, ovos de Páscoa chegam a registrar reajustes de até 26% neste ano.
Como economizar
Para o Procon-SP, a recomendação é que o consumidor pesquise antes de comprar, já que a diferença de preços entre estabelecimentos pode impactar diretamente o orçamento. Entre as orientações estão:
- comparar valores em diferentes redes;
- observar o preço por quilo, e não apenas o valor final;
- evitar compras de última hora.
Com diferenças que passam de 50% entre supermercados na capital paulista, a escolha do local de compra pode ser determinante para economizar na Páscoa de 2026.
