CPI do Jockey investiga suposto uso de empresa laranja

Depoimento de arquiteta na Câmara de São Paulo traz questionamentos sobre valores e execução de obras no Jockey Club

Comissão apura possíveis irregularidades administrativas e financeiras envolvendo o Jockey Club SP

Comissão apura possíveis irregularidades administrativas e financeiras envolvendo o Jockey Club SP | Danilo Verpa/Folhapress

A CPI do Jockey Club ouviu, nesta terça-feira (24/3), a diretora da empresa Ambiência Arquitetura. O depoimento na Câmara reacendeu suspeitas sobre fraudes em contratos no espaço paulistano.

O colegiado investiga irregularidades na gestão do clube em São Paulo.

A arquiteta Ana Marta Ditolvo prestou esclarecimentos sobre denúncias envolvendo projetos de restauro não recebidos.

O que a defesa da empresa alega?

Ditolvo negou ter firmado contratos diretos com a administração do Jockey. Segundo ela, os serviços prestados ao longo de uma década ocorreram via locatários de prédios e pela Lei Rouanet.

A profissional relatou surpresa ao ser associada a quatro obras estimadas em R$ 1 milhão.

Ela afirmou aos vereadores que o valor real recebido em anos de trabalho não chega a R$ 200 mil.

Vereadores apontam crime e acionam polícia

Para os parlamentares da comissão, a arquiteta pode ter sido usada como “laranja” no esquema.

O presidente da CPI, Gilberto Nascimento (PL), informou que levará o caso à Secretaria de Segurança Pública.

Atualmente, as investigações da CPI focam nos seguintes pontos críticos:

  • Gestão de débitos tributários e fraudes documentais;
  • Alienação do potencial construtivo no terreno;
  • Possível omissão fiscal do Poder Público.

Prorrogação das investigações

Para aprofundar as apurações, os vereadores aprovaram a extensão dos trabalhos da comissão por mais 120 dias. A meta é intimar novas testemunhas e rastrear o dinheiro desviado.

As informações completas da oitiva e as atas de votação estão disponíveis na Câmara Municipal de São Paulo, fonte original e responsável por conduzir o inquérito.