A CPI do Jockey Club ouviu, nesta terça-feira (24/3), a diretora da empresa Ambiência Arquitetura. O depoimento na Câmara reacendeu suspeitas sobre fraudes em contratos no espaço paulistano.
O colegiado investiga irregularidades na gestão do clube em São Paulo.
A arquiteta Ana Marta Ditolvo prestou esclarecimentos sobre denúncias envolvendo projetos de restauro não recebidos.
O que a defesa da empresa alega?
Ditolvo negou ter firmado contratos diretos com a administração do Jockey. Segundo ela, os serviços prestados ao longo de uma década ocorreram via locatários de prédios e pela Lei Rouanet.
A profissional relatou surpresa ao ser associada a quatro obras estimadas em R$ 1 milhão.
Ela afirmou aos vereadores que o valor real recebido em anos de trabalho não chega a R$ 200 mil.
Vereadores apontam crime e acionam polícia
Para os parlamentares da comissão, a arquiteta pode ter sido usada como “laranja” no esquema.
O presidente da CPI, Gilberto Nascimento (PL), informou que levará o caso à Secretaria de Segurança Pública.
Atualmente, as investigações da CPI focam nos seguintes pontos críticos:
- Gestão de débitos tributários e fraudes documentais;
- Alienação do potencial construtivo no terreno;
- Possível omissão fiscal do Poder Público.
Prorrogação das investigações
Para aprofundar as apurações, os vereadores aprovaram a extensão dos trabalhos da comissão por mais 120 dias. A meta é intimar novas testemunhas e rastrear o dinheiro desviado.
As informações completas da oitiva e as atas de votação estão disponíveis na Câmara Municipal de São Paulo, fonte original e responsável por conduzir o inquérito.
