A justiça italiana decidiu pela extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) ao Brasil. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Roma nesta quinta-feira (26/3).
Segundo a legislação italiana, a palavra final ainda caberá ao ministro da Justiça, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar o entendimento da Corte.
Caso a extradição seja efetivada, a ex-parlamentar deverá retornar ao Brasil para cumprimento da pena.
Prisão e avanço do processo
O caso avançou após uma série de audiências realizadas até fevereiro, quando a Justiça italiana passou à fase decisória e autorizou o envio ao país de origem.
Zambelli está presa desde 29 de julho, data em que foi detida na Itália, país do qual também possui cidadania.
Ela deixou o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, antes do encerramento dos recursos.
Além desse caso, a ex-deputada também foi condenada pelo STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em episódio ocorrido em São Paulo na véspera das eleições de 2022, o que resultou na perda do mandato.
O pedido de extradição foi formalizado pelo Brasil por determinação do Supremo e chegou a ter sua análise adiada pelas autoridades italianas para verificação de documentos.
Possibilidade de recurso
A defesa ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal de Cassação, instância máxima da Justiça italiana.
Se a decisão for mantida nas etapas finais, Zambelli deverá ser transferida ao Brasil e cumprir pena em unidade prisional no Distrito Federal, conforme previsão das autoridades brasileiras. Já presa na Itália, a então deputada federal renunciou ao seu mandato em dezembro de 2025,
