Tarcísio lembra que Fuleco ‘viu’ Linha 17-Ouro e promete extensão até Paraisópolis

Governador participou da inauguração do novo ramal do metrô paulistano, que estava prometido inicialmente para a Copa de 2014

Momento do início oficial da operação da Linha 17-Ouro, na zona sul de São Paulo

Momento do início oficial da operação da Linha 17-Ouro, na zona sul de São Paulo | Yuri Villaça/Gazeta de S.Paulo

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lembrou que Fuleco, o mascote da Copa do Mundo de futebol de 2014, “viveu tempo suficiente” para ver a inauguração da Linha 17-Ouro do Metrô, em cerimônia realizada nesta terça-feira (31/3) na zona sul de São Paulo. A lembrança se deu porque o novo ramal do metrô paulistano havia sido prometida para a Copa realizada no Brasil.

O mandatário destacou que um tatu-bola, o animal que inspirou a criação do mascote futebolístico, vive cerca de 15 anos, logo Fuleco estaria vivo para ver a nova linha. “O Fuleco está bem velhinho, e ele não acreditava que andaria de metrô, que viria a obra. Mas estamos mostrando que é possível fazer”, afirmou Tarcísio.

No evento, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do presidente da Assembleia Legislativa da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), entre uma série de outras lideranças políticas que se acotovelariam um pouco mais tarde para garantir uma vaguinha na viagem inaugural, o governador destacou a importância da entrega após 12 anos de atrasos.

“Não estamos simplesmente entregando uma linha, mas fechando um ciclo de vergonha e de atraso. Quem saia do Aeroporto de Congonhas via esses pilares, essas vigas, eninguém entendia. Era um elefante branco, era uma obra da Copa. Era mais um cemitério de obras fruto de má gestão”, destacou ainda.

Ele também afirmou que agora começará um estudo para estender a linha para passar pela comunidade de Paraisópolis, com três novas estações: Américo Maurano, Paraisópolis e Panamby. A previsão de inauguração dessas novas estações, porém, é para depois de 2030.

Elogios a Nunes

Em seu discurso, Tarcísio ainda elogiou Nunes, de quem se referiu como um “grande parceiro”. O time do governo do Estado e o time da prefeitura é único. É fácil resolver as coisas com o Ricardo [Nunes]”, afirmou.

Os dois ficaram próximos durante a viagem inaugural, que foi acompanhada pela reportagem da Gazeta, que partiu da estação Aeroporto de Congonhas em direção à Morumbi. Em cada estação, toda a comitiva descia para Tarcísio fazer o descerramento da placa de inauguração. Assim foi no Aeroporto de Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Chucri Zaidan e Morumbi.

Neste primeiro momento, o monotrilho deve operar com dois trens em circulação e outros dois de reserva, com intervalos médios de sete minutos.

O trajeto inicial tem sete estações entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi, com integração à linha 9-Esmeralda. A estação Washington Luís deve ficar de fora da inauguração. A expectativa é que toda a linha esteja em funcionamento completo em até 90 dias.

Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o local ainda precisa passar por novos testes antes de ser liberado, principalmente por conta do modelo operacional em formato de “Y”.

Passageiros poderão acessar o Aeroporto de Congonhas por meio de um túnel subterrâneo sob a avenida Washington Luís, sem utilizar escadas.

Além disso, haverá integração com a Linha 5-Lilás, na estação Campo Belo, ampliando as conexões na zona sul.

*Com colaboração de Hebert Dabanovich