Greve de professores em SP pressiona governo por reajuste e direitos

Categoria protesta contra mudanças na carreira, cobra reajuste salarial e avalia próximos passos em ato na Paulista

Decisão sobre a continuidade da paralisação será tomada durante a assembleia

Decisão sobre a continuidade da paralisação será tomada durante a assembleia | Divulgação/APEOESP

Professores da rede estadual de São Paulo anunciaram greve a partir desta quinta-feira (9/4). Já na sexta-feira (10/4) foi convocada uma assembleia para definir os rumos do movimento.

A paralisação foi organizada pela APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), que reúne a categoria em todo o estado.

Já a assembleia estadual, marcada para esta sexta-feira (10/4), acontece às 16h, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, região central da capital.

No encontro, os professores vão avaliar a continuidade da greve e os próximos passos da mobilização.

De acordo com o sindicato, a paralisação ocorre em meio a uma série de reivindicações ligadas à carreira, condições de trabalho e políticas educacionais.

Entre os principais pontos apresentados pela categoria estão:

  • Reajuste do piso nacional no salário-base, com impacto em toda a carreira
  • Aplicação correta da jornada do piso, com divisão entre aulas com e sem estudantes
  • Retirada do Projeto de Lei 1316/2025, que trata da reforma administrativa da Educação
  • Revogação do modelo de avaliação de desempenho considerado punitivo
  • Garantia de atribuição de aulas de forma presencial e transparente
  • Ampliação da oferta de aulas no período noturno, incluindo ensino regular e EJA
  • Fortalecimento da educação especial inclusiva
  • Convocação de mais professores concursados
  • Pagamento de valores retroativos ligados ao tempo de serviço congelado na pandemia
  • Devolução de valores descontados de aposentados e pensionistas

O sindicato também defende que não haja professores sem aula nem estudantes sem professores, apontando problemas na distribuição de turmas e na organização da rede.

A mobilização acontece em um momento de pressão sobre o governo estadual por mudanças na área da educação.

De acordo com a entidade, a expectativa é reunir professores de diferentes regiões para fortalecer o movimento e ampliar a adesão à greve.

A decisão sobre a continuidade da paralisação será tomada durante a assembleia na sexta-feira (10/4).