O governo oficializou um aumento do auxílio-transporte do funcionalismo federal que ultrapassa os 300%. O valor médio que girava em torno de R$ 170,00 agora deve bater a casa dos R$ 680,00.
O reajuste foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Gestão e Inovação no Serviço Público, Esther Dweck, publicado no Diário oficial da União, na segunda-feira (6/4).
Quem tem direito ao novo valor?
A atualização vale para todos os servidores federais da administração direta, autarquias e fundações que dependem do transporte público para ir e vir do trabalho.
Além disso, o reajuste alcança quem usa o próprio carro para cumprir tarefas externas, garantindo o reembolso necessário pelo serviço.Na prática, a regra do jogo continua a mesma: o governo cobre o valor que ultrapassar 6% do salário bruto do servidor.
A grande diferença agora é que, com o teto muito mais alto, um número maior de pessoas passará a receber o complemento, já que os gastos com transporte nas capitais há muito tempo já estouravam o antigo limite do desconto.
Entenda como o cálculo é feito
O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), reforçou que o auxílio funciona estritamente como um ressarcimento de custos, sendo pago apenas nos dias de trabalho presencial.
De fato, isso significa que o valor não cai na conta em casos de faltas ou afastamentos, mesmo que estes sejam previstos em lei.
A pasta explicou ainda que o salto no benefício não foi por acaso o cálculo considerou a inflação acumulada (IPCA) desde que a regra foi criada, em 1999, até março de 2026.
Nesse período, a alta de 384,45% deixou clara a urgência em corrigir um valor que já não cobria a realidade dos deslocamentos.
