Auxílio-transporte sobe 300%: saiba quanto o servidor vai receber agora

Após uma década, auxílio-transporte sobe para R$ 680; saiba quem tem direito e quando começa a valer

Governo encerra pausa de 10 anos e eleva teto do auxílio-transporte para R$ 680

Governo encerra pausa de 10 anos e eleva teto do auxílio-transporte para R$ 680 | Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo oficializou um aumento do auxílio-transporte do funcionalismo federal que ultrapassa os 300%. O valor médio que girava em torno de R$ 170,00 agora deve bater a casa dos R$ 680,00.  

O reajuste foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Gestão e Inovação no Serviço Público, Esther Dweck, publicado no Diário oficial da União, na segunda-feira (6/4). 

Quem tem direito ao novo valor? 

A atualização vale para todos os servidores federais da administração direta, autarquias e fundações que dependem do transporte público para ir e vir do trabalho.  

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Além disso, o reajuste alcança quem usa o próprio carro para cumprir tarefas externas, garantindo o reembolso necessário pelo serviço.Na prática, a regra do jogo continua a mesma: o governo cobre o valor que ultrapassar 6% do salário bruto do servidor.  

A grande diferença agora é que, com o teto muito mais alto, um número maior de pessoas passará a receber o complemento, já que os gastos com transporte nas capitais há muito tempo já estouravam o antigo limite do desconto. 

Entenda como o cálculo é feito 

O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), reforçou que o auxílio funciona estritamente como um ressarcimento de custos, sendo pago apenas nos dias de trabalho presencial.  

De fato, isso significa que o valor não cai na conta em casos de faltas ou afastamentos, mesmo que estes sejam previstos em lei.  

A pasta explicou ainda que o salto no benefício não foi por acaso o cálculo considerou a inflação acumulada (IPCA) desde que a regra foi criada, em 1999, até março de 2026.

Nesse período, a alta de 384,45% deixou clara a urgência em corrigir um valor que já não cobria a realidade dos deslocamentos.