O ator irlandês Michael Patrick, conhecido por participação na sexta temporada da série Game of Thrones, morreu na última terça-feira (7/4) em decorrência de complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
Segundo relato da esposa nas redes sociais, ele estava internado havia cerca de 10 dias e enfrentava a doença desde 2023.
O caso chamou atenção pelo avanço do quadro e levantou dúvidas sobre a ELA, condição neurológica progressiva que, mesmo sem afetar a capacidade cognitiva, compromete funções essenciais do corpo ao longo do tempo.
O que é a ELA
De acordo com o Ministério da Saúde, a Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença que afeta diretamente o sistema nervoso e integra o grupo das chamadas doenças do neurônio motor.
Na prática, ela atinge as células responsáveis por comandar os movimentos do corpo. Com a degeneração desses neurônios, o cérebro perde gradualmente a capacidade de controlar ações motoras.
Isso leva a uma piora progressiva da força muscular, sem comprometer, na maioria dos casos, a inteligência ou os sentidos.
Como a doença evolui
A ELA costuma começar de forma sutil, com sinais que podem passar despercebidos no início. Entre os primeiros sintomas estão fraqueza em membros, dificuldade para segurar objetos ou tropeços frequentes.
Com o avanço do quadro, podem surgir cãibras, contrações musculares involuntárias, alterações na fala e dificuldade para engolir.
Em estágios mais avançados, a doença pode comprometer a respiração, o que explica a necessidade de cuidados intensivos em muitos pacientes.
Diagnóstico e causas
Não existe um exame único capaz de confirmar a ELA. O diagnóstico é feito por um neurologista, com base na avaliação clínica, histórico do paciente e exames complementares para descartar outras doenças.
Na maioria dos casos, a causa é desconhecida. Esses quadros são chamados de esporádicos. Uma pequena parcela dos pacientes apresenta forma hereditária, quando há histórico familiar da doença.
Tratamento e cuidados
A ELA não tem cura, e o tratamento é voltado para o controle dos sintomas e a manutenção da qualidade de vida.
Com o avanço da doença, muitos pacientes passam a depender de cuidados paliativos, especialmente quando funções como fala, alimentação e respiração são afetadas.
Foi esse o cenário enfrentado por Michael Patrick nos últimos dias, quando já estava sob acompanhamento intensivo devido à progressão do quadro.
